- O Banco Central Europeu pode ter que agir em junho para enfrentar os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio, dizem Joachim Nagel e Francois Villeroy de Galhau.
- Eles falaram juntos a Oliver Crook, da BTV, na margem da reunião do G7 de ministros das Finanças em Paris, na terça-feira.
- A avaliação é de que medidas podem ser adotadas para mitigar riscos ao crescimento e à inflação na zona do euro.
- A declaração foi feita no contexto de discussões sobre impactos econômicos regionais e políticas monetárias.
O Banco Central Europeu pode ter que agir para enfrentar os desafios econômicos decorrentes do conflito no Oriente Médio, afirmaram os membros do Conselho Governante, Joachim Nagel e François Villeroy de Galhau. Os dois falaram conjuntamente a Oliver Crook, da BTV, à margem da reunião dos ministros das Finanças do G7, em Paris, nesta terça-feira.
Os dirigentes destacaram que o impacto pode se traduzir em pressões sobre inflação, preços de energia e crescimento da zona do euro. Eles sinalizaram que medidas podem ser consideradas já em junho, caso os efeitos do conflito se intensifiquem.
O encontro ocorreu durante a reunião do G7 em Paris, reunindo autoridades de políticas monetárias para discutir riscos geopolíticos e suas repercussões econômicas. Nagel é presidente do Bundesbank, enquanto Villeroy de Galhau dirige o Banque de France, ambos atuando em defesa da estabilidade financeira.
Em meio a incertezas, o BCE acompanha desenvolvimentos regionais e avalia instrumentos de política monetária para conter impactos adversos sem frear recuperação. A proteção de curto prazo da inflação permanece como prioridade institucional.
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