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Economia do Chile recua 1º trimestre, apesar do otimismo com governo Kast

PIB do Chile recua 0,3% no 1º trimestre, com queda de investimentos e exportações, moderando o otimismo com o governo Kast

Banco Central do Chile — Foto: Divulgação/BCC
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  • O PIB do Chile encolheu 0,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores.
  • Na comparação anual, a atividade caiu 0,5%.
  • O resultado ficou abaixo das estimativas de analistas, que previam queda de 0,2%.
  • Os setores agrícola, florestal e de mineração puxaram a retração, com a mineração recuando 1,3% no trimestre.
  • O governo de José Antonio Kast mantém o foco na inflação, com economistas prevendo crescimento de 2% em 2026 e inflação de 4,3% para o ano.

O PIB do Chile encolheu 0,3% no 1º trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, segundo o Relatório de Contas Nacionais divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (18). O resultado ocorreu apesar do otimismo inicial com as propostas pró-mercado do presidente José Antonio Kast.

Em comparação anual, a economia recuou 0,5%. A leitura ficou abaixo da queda de 0,2% prevista por analistas consultados pela Bloomberg. O BC informou que a contração foi puxada pela queda na produção de setores chave.

Segundo Kimberley Sperrfechter, economista sênior da Capital Economics, a retração foi ampliada pela queda nos investimentos e nas exportações. O relatório aponta maior fraqueza na atividade agrícola, florestal e de mineração.

A produção mineradora caiu 1,3% entre o 1º trimestre e o anterior, enquanto o restante da economia recuou 0,1%. Essa composição explica parte do desempenho negativo do PIB chileno no período.

Contexto econômico e perspectivas

Kast assumiu a Presidência em 11 de março, prometendo elevar o crescimento acima de 4% ao fim do mandato, por meio de cortes de impostos e estímulos ao investimento. No entanto, a alta recente dos preços de combustíveis, associada a fatores internacionais, impactou as projeções.

Analistas consultados pelo BC no início de maio esperam crescimento de 2% para este ano, abaixo dos 2,5% estimados antes da intensificação de tensões no Irã. A inflação anual é prevista em 4,3% até dezembro.

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