- Representantes de federações e confederações da economia brasileira se posicionaram, nesta segunda (18), contra o fim da escala 6×1 durante a comissão que discute a PEC de redução da jornada na Câmara dos Deputados.
- A oposição sustenta que reduzir a jornada reduziria produtividade e aumentaria custos para as empresas, conforme fala do diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alexandre de Souza Furlan.
- Defendem que a redução de quatro horas semanais seja negociada em convenções coletivas, mantendo autonomia entre empresários e sindicatos e evitando um “engessamento” da atividade econômica.
- A advogada da Diretoria Jurídica e Sindical da Confederação Nacional do Comércio (CNC) afirmou que a média de trabalho no Brasil já fica abaixo de 40 horas semanais e pediu fortalecimento das negociações coletivas, sem apresentar a fonte do cálculo.
- Representantes do Fecomércio-SP apontaram que o Estado não pode definir escalas de trabalho por setor e defenderam uma transição segura, com atenção especial a pequenas e médias empresas.
Nesta segunda-feira (18), representantes de setores da economia se posicionaram contra o fim da escala 6×1 durante a comissão que analisa a PEC da redução da escala de trabalho na Câmara. Em defesa, destacaram impactos para produtividade e custos das empresas.
O diretor da CNI, Alexandre de Souza Furlan, afirmou que cada setor tem particularidades no mercado de trabalho e que a adoção de uma redução de quatro horas semanais deve ocorrer por meio de convenções coletivas. Alega que a negociação coletiva pode manter a flexibilidade sem comprometer a competitividade.
Os líderes das federações classificaram a proposta como engessamento da atividade empresarial e enfatizaram a autonomia das negociações entre empresários e sindicatos. Também destacaram a necessidade de uma transição segura e de compensação pela mudança.
Posicionamento dos setores
Luciana Diniz Rodrigues, advogada da CNC, afirmou que a média de carga horária no Brasil já está abaixo de 40 horas semanais, sugerindo fortalecimentos das convenções sem mudar as regras de forma abrupta. Ela citou que a relação entre empregadores e trabalhadores deve ser aprimorada por meio da negociação coletiva, sem detalhar fontes de dados.
Assessora jurídica da Fecomércio-SP, Karina Negreli reiterou que o Estado não deve impor escalas de trabalho por setor. Ela defendeu transição gradual, atenção aos impactos sobre pequenas e médias empresas e aprofundamento do debate para evitar direcionamentos precipitados.
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