- A Fazenda trabalha com a liderança do governo no Senado para não votar a PEC da autonomia do Banco Central na Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira, 20.
- O objetivo é que a análise seja adiada por meio de um pedido de vista, com a ideia de deixar a votação para depois das eleições.
- O texto cria autonomia financeira para o Banco Central, o que preocupa o governo por reduzir controle político e orçamentário sobre a autarquia e poder incentivar outras entidades a seguir o mesmo caminho.
- Internamente, a defesa do presidente do BC, Gabriel Galípolo, para que a PEC avance, também gerou incômodo na Fazenda.
- O esforço envolve renovar o desafio, após o ex-ministro Fernando Haddad ter segurado o texto, com o atual ministro, Darío Durigan, buscando manter a posição.
O Ministério da Fazenda trabalha com a liderança do governo no Senado para impedir a votação da PEC que amplia a autonomia do Banco Central na Comissão de Constituição e Justiça nesta quarta-feira (20). A ideia é que a análise seja adiada.
A equipe econômica considera positivo um pedido de vista para postergar a votação, com o objetivo de deixar a tramitação para depois das eleições. A orientação do Planalto, porém, é evitar sinalizar pressa na aprovação.
Entre as preocupações está o risco de a autonomia financeira do BC abrir espaço para que outras autarquias sigam o mesmo caminho, como Cade e CVM, o que aumenta o escrutínio sobre o orçamento da instituição.
Contexto e posicionamentos
Internamente, há resistência à aprovação rápida: o governo teme a redução do controle político sobre o BC e impactos orçamentários. O apoio à ideia de avançar com a PEC tem incomodado a Fazenda.
No terreno das lideranças, o debate envolve o papel do atual ministro do BC, Dário Durigan, que herdou a defesa da proposta após o ex-ministro Fernando Haddad ter sinalizado resistência. Lideranças do governo trabalham para manter o texto sob análise posterior ao pleito.
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