- A Febraban está em negociação com o governo para criar uma linha de financiamento de veículos para taxistas e motoristas de aplicativo, com juros abaixo da Selic.
- O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES deve gerir o programa, com garantias do Fundo de Garantia de Investimentos (FGI) para reduzir o risco.
- O desenho da linha ainda está sendo discutido, com participação de entidades financeiras, fintechs e instituições de menor porte; o vice-presidente Geraldo Alckmin deve ir à Febraban para tratar do tema.
- A garantia pode incluir o veículo financiado, o que ajudaria a reduzir o custo das parcelas; o governo ficará responsável pelo cadastro dos profissionais elegíveis.
- O governo ainda não anunciou valores ou condições definitivas, mas a linha deve ficar ligeiramente abaixo da taxa Selic, com juros inferiores aos praticados no mercado tradicional de financiamento de veículos.
A Febraban negocia com o governo uma linha de financiamento de veículos para taxistas e motoristas de aplicativo com juros abaixo da Selic. A informação foi dada por Isaac Sidney, presidente da entidade, no programa Mercado Aberto, do Canal UOL. O BNDES deve gerenciar o programa e o FGI deve oferecer garantias para reduzir o risco e o custo do crédito. O desenho ainda está em discussão com o governo.
Sidney afirmou que a iniciativa envolve também outras entidades do setor financeiro, fintechs e instituições de menor porte. O vice-presidente Geraldo Alckmin deve ir à Febraban nesta segunda-feira para tratar do tema.
O presidente explicou que o governo já entrou em contato para, semelhante ao Desenrola, estruturar condições financeiras e econômicas para a linha de financiamentos destinada a motoristas de táxi e de aplicativos. As conversas buscam equilíbrio de taxas para esse público.
Detalhes do desenho e participação
Sidney citou que o projeto prevê gestão do BNDES e garantias de um fundo distinto do Desenrola, o FGI. A proposta pode manter taxas abaixo da Selic, ainda em definição com o governo. O ajuste dependerá das condições econômicas anunciadas.
A estrutura de garantias pode incluir o veículo financiado como garantia, o que reduziria o risco de crédito e, potencialmente, o valor das parcelas. O governo ficaria responsável por um cadastro dos profissionais elegíveis. O dirigente ressaltou que não há confirmação de valores até o anúncio oficial.
Ainda segundo Sidney, a mídia já sinalizou números como 30 bilhões de reais e financiamentos que podem chegar a 150 mil, mas somente o governo deve divulgar as informações oficiais. O conteúdo será apresentado pela autoridade competente quando houver anúncio.
O foco do programa é atender profissionais que dependem do veículo para o trabalho, diferentemente de compras de automóveis sem destinação profissional. A linha pretende reduzir custos para esse público específico.
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