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Fim da taxa sobre blusinhas dificulta agenda ESG no setor têxtil, dizem CEOs

Fim da taxa das blusinhas dificulta a sustentabilidade ESG no têxtil, elevando a desigualdade entre indústria nacional e plataformas internacionais

Término da tributação acirrou queda de braço entre varejistas no Brasil e plataformas; procuradas, a Shein falou em aprimoramento contínuo da governança, e a Shopee não se pronunciou
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  • O fim da tributação sobre produtos importados de até US$ 50, conhecido como “taxa das blusinhas”, intensificou a disputa entre varejo têxtil e plataformas de moda no Brasil, com impactos na agenda ESG do setor.
  • Varejistas afirmam que a prática coloca em risco investimentos em práticas ESG, já que produtos internacionais chegam mais baratos e com menor rastreabilidade.
  • A Shein informou que rastreabilidade e monitoramento da cadeia de suprimentos são temas centrais e que trabalha cada vez mais com auditorias e controle de fornecedores; a Shopee não respondeu.
  • A Abvtex alerta que a decisão amplia desigualdade regulatória, prejudicando empresas que investem em governança, direitos trabalhistas e sustentabilidade.
  • CEOs de grandes redes destacam impactos diferentes: Grupo Hope vê ESG mais difícil de sustentar com concorrência de plataformas; Riachuelo aponta desvantagem tributária; Renner afirma que a medida não prejudica sua estratégia de moda responsável.

O fim da tributação sobre produtos importados de até US$ 50, conhecido como a “taxa das blusinhas”, intensificou o embate entre varejistas nacionais e plataformas estrangeiras no Brasil. O tema também reacende a discussão sobre impactos na agenda ESG do setor têxtil.

Empresas nacionais afirmam que a medida dificulta a sustentação de práticas ESG, com custos de produção mais altos e regulamentos trabalhistas a cumprir. Produtos importados chegam mais baratos pelas plataformas, com menor rastreabilidade de origem sustentável e de conformidade trabalhista.

Organizações do setor, como a Abvtex, avaliam que a isonomia regulatória foi afetada pela decisão. A cobrança anterior era vista como um instrumento para nivelar condições entre indústria local e marketplaces externos.

O que dizem as plataformas

A Shein, uma das referências no varejo de moda por meio de plataformas, informou que rastreabilidade e monitoramento da cadeia de suprimentos são temas centrais. A empresa diz ter ampliado controles, auditorias e monitoramento de fornecedores, com foco em práticas trabalhistas e processos produtivos.

A Shopee não se pronunciou quando contactada pela reportagem. A plataforma figura entre as líderes de uso de marketplace no Brasil, segundo estudo da CNDL e SPC Brasil, com participação sólida no varejo online.

Reações do setor e dados de uso

A Abvtex destaca que a decisão amplia desigualdade competitiva entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras. O presidente Edmundo Lima afirma que a regulamentação desigual prejudica cadeias produtivas com governança e direitos trabalhistas fortalecidos.

Para o setor, o vestuário continua sendo a categoria com maior movimentação nas plataformas, respondendo por parte relevante das compras. A percepção é de que a concorrência desleal compromete metas de sustentabilidade do país.

CEOs do varejo comentam que é difícil manter práticas ESG em ambiente de custos elevados para produção local. Otimistas com preços acessíveis, eles ressaltam a importância de equilíbrio entre oferta, empregos e futuro sustentável do setor têxtil nacional.

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