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Fundos de criptomoedas registram saída de R$ 5 bi, encerrando seis semanas de ganhos

Saídas líquidas de US$ 1,07 bilhão (R$ 5,4 bi) encerram seis semanas de ganhos em fundos cripto; Brasil registra entrada de US$ 1 milhão

sigla ETF envolto a vários criptomoedas
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  • Fundos de criptomoedas registraram saídas líquidas de US$ 1,07 bilhão (R$ 5,4 bilhões) na semana, interrompendo uma sequência de seis semanas positivas, com o Irã elevando o medo geopolítico entre investidores institucionais.
  • Nos Estados Unidos houve pressão vendedora global, com saques de US$ 1,14 bilhão; no Brasil houve entradas líquidas de US$ 1 milhão, acumulando US$ 900 mil no mês e US$ 62 milhões no ano, e ativos cripto no país chegaram a US$ 1,32 bilhão, mantendo a sexta posição no ranking global.
  • Bitcoin concentrou a maior parte dos saques globais, com US$ 981,5 milhões, praticamente todos em fundos listados nos EUA; ETFs de Bitcoin à vista também registraram cerca de US$ 1 bilhão em saques.
  • Ethereum registrou saídas de US$ 249,3 milhões, o maior volume semanal desde janeiro; ETFs de ações de empresas de blockchain fecharam em queda de US$ 133 milhões.
  • Houve entradas em XRP (US$ 67,6 milhões), Solana (US$ 55,1 milhões) e ativos ligados a Sui, Chainlink e cestas multiativos, enquanto grandes saques ficaram com BlackRock (US$ 487 milhões), ARK 21Shares (US$ 323 milhões) e Fidelity (US$ 305 milhões).

Os fundos de criptomoedas registraram saídas líquidas de US$ 1,07 bilhão (R$ 5,4 bilhões) na semana passada, interrompendo seis semanas de ganhos. O fluxo negativo ocorreu em meio a renovado risco geopolítico no Oriente Médio, principalmente envolvendo o Irã, segundo a CoinShares.

A pressão foi global, com saques de US$ 1,14 bilhão nos EUA. Outros países como Suíça, Alemanha, Holanda, Austrália e França também tiveram entradas ou saídas distintas, mas o desfecho geral foi de aversão ao risco no setor cripto.

No Brasil, o comportamento foi oposto ao internacional, com entradas líquidas de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) na última semana. O país acumula US$ 900 mil no mês e US$ 62 milhões no ano, mantendo-se em sexto lugar global segundo a CoinShares.

Destaques globais: Bitcoin e Ethereum puxam as saídas

A maior fatia dos resgates globais atingiu os fundos de Bitcoin, com saídas de US$ 981,5 milhões, majoritariamente em ETFs dos EUA. Os ETFs à vista de Bitcoin também encerraram a sequência de altas, com cerca de US$ 1 bilhão em resgates.

Os fundos de Ethereum sofreram retiradas de US$ 249,3 milhões, o maior volume semanal desde janeiro. ETFs de ações de blockchain também registraram queda, somando US$ 133 milhões.

Mesmo assim, houve demanda seletiva por criptoativos: XRP captou US$ 67,6 milhões, Solana US$ 55,1 milhões e houve aportes em Sui, Chainlink e cestas multiativos.

Gestoras e fatores que influenciaram o movimento

Entre as gestoras, BlackRock liderou os saques com US$ 487 milhões, seguida por ARK 21Shares (US$ 323 milhões) e Fidelity (US$ 305 milhões). Bitwise, 21Shares e CoinShares registraram entradas de US$ 25 milhões, US$ 23 milhões e US$ 6 milhões, respectivamente.

O relatório cita notícias sobre a Lei Clarity, nos EUA, como fator que limitou parte da pressão negativa. Ainda assim, a cautela permaneceu diante do cenário geopolítico e da recente queda do Bitcoin abaixo de US$ 77 mil, em meio a tensões com o Irã e preocupações inflacionárias.

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