- Ministros das Finanças do G7 se reúnem em Paris para tratar de desequilíbrios econômicos globais, dívida pública e volatilidade no mercado de títulos, em meio a liquidação alimentada por temores de inflação ligado ao conflito no Irã.
- Os mercados de títulos, de Tóquio a Nova York, registraram perdas enquanto investidores consideram novas altas de juros diante de pressões inflacionárias com os preços da energia.
- O ministro da França, Roland Lescure, afirmou que o ajuste dos títulos é uma correção, não um colapso.
- A pauta inclui coordenação de respostas a choques, com medidas temporárias, direcionadas e reversíveis, além de discutir o fornecimento de matérias-primas essenciais.
- O encontro ocorre perto da cúpula de Evian, em meio a divisões no G7 e a avisos de autoridades como a presidente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, para não adotar medidas que piorem a situação.
Os ministros das Finanças do G7 se reuniram em Paris para tratar de desequilíbrios globais, dívida pública e a volatilidade do mercado de títulos, em meio à liquidação desencadeada por temores de inflação ligados ao conflito no Irã.
O encontro ocorre em meio a perdas nos mercados de títulos de Tóquio a Nova York, com investidores antecipando altas nas taxas de juros diante da pressão inflacionária causada pela elevação dos preços de energia.
O ministro francês da Economia, Roland Lescure, minimizou a ideia de colapso nos títulos, dizendo que o mercado passa por uma correção, não por um colapso.
Diálogo e coordenação
A reunião, com a participação de representantes de bancos centrais do G7, foca em coordenar respostas a choques macroeconômicos por meio de medidas temporárias, direcionadas e reversíveis, segundo o Ministério das Finanças da França.
O presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, afirmou que há espaço para ações que tranquilizem os mercados e deem impulso positivo, sem detalhar medidas específicas.
A chefe do BCE, Christine Lagarde, foi questionada sobre venda de títulos e respondeu que a preocupação com o mercado é natural, integrando seu papel de supervisora.
A ministra japonesa das Finanças, Satsuki Katayama, disse que recebeu instruções da primeira-ministra para minimizar riscos, sem entrar em detalhes sobre políticas de juros de longo prazo.
Perspectivas e agenda
Os ministros buscam um acordo para enfrentar tensões econômicas globais e coordenar o fornecimento de matérias-primas essenciais, em meio a divergências internas que dificultam uma frente única.
A chefe do FMI, Kristalina Georgieva, chegou à reunião pedindo cautela para não agravar a situação. O tema central é o equilíbrio entre estímulos e disciplina fiscal.
Lescure reafirmou que, nos últimos 10 anos, o desenho da economia global tem sido insustentável, com divergências entre China, EUA e Europa, e apontou a necessidade de ajustes para evitar turbulências futuras.
A cúpula de líderes programada para 15 a 17 de junho, em Evian, é vista como palco para consolidar posicionamentos, ainda que as divisões dentro do grupo aumentem a complexidade das decisões.
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