- O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, disse que o G7 não tem tempo a perder para reduzir a dependência de terras raras da China.
- Os países buscam coordenar ações para diversificar cadeias de suprimentos vitais para veículos elétricos, energia renovável e defesa.
- Klingbeil pediu que o bloco foque em aprimorar aquisições, ampliar a produção e estabelecer cotas de reciclagem de matérias-primas essenciais.
- As propostas estão sobre a mesa durante a cúpula de ministros das Finanças e chefes de bancos centrais, em Paris.
- Ele comparou o cenário com as advertências da atualidade sobre dependência de combustíveis fósseis e gás russo, ressaltando o risco de novas dependências.
O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, afirmou em Paris que os países do G7 precisam escolher caminhos para reduzir a dependência de terras raras, sem perder tempo. A declaração ocorreu durante a cúpula de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7.
Os governos do grupo buscam coordenar esforços para diminuir a exposição a minerais críticos vindos principalmente da China, que domina as cadeias de suprimentos de tecnologias como veículos elétricos, energia renovável e defesa. O objetivo é fortalecer resiliência industrial e segurança estratégica.
Klingbeil sugeriu que o G7 melhore aquisições e avalie onde a produção pode ser ampliada. Entre as medidas citadas, ele mencionou cotas de reciclagem e metas para recuperar matérias-primas essenciais, incluindo terras raras, de forma mais ampla.
Para o ministro, as propostas estão prontas e o tempo para agir é curto. A leitura dele aponta para evitar retrabalho e acelerar a implementação de alternativas. A discussão ocorre no contexto global de volatilidade em cadeias produtivas.
Propostas para reduzir a dependência
O titular das Finanças também destacou a necessidade de análises sobre cadeias de suprimentos críticas e de reforçar parcerias com setores industriais. O foco é acelerar investimentos em produção nacional e regional.
A cúpula ocorre em meio a tensões geopolíticas que afetam o fornecimento de energia e materiais estratégicos. A Alemanha, o país anfitrião de grande peso econômico, enfatiza a diversificação como resposta a choques externos.
A comunicação à imprensa enfatiza uma estratégia de colaboração entre os membros do G7 para reduzir vulnerabilidades sem recorrer a medidas protecionistas. As decisões devem ser alinhadas aos compromissos com inovação e sustentabilidade.
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