- Gastos dos municípios com segurança pública passaram de R$ 7,5 bilhões em 2016 para R$ 12,4 bilhões em 2025, alta de 66%.
- Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) em coletiva de imprensa e ganham relevância durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
- O aumento é puxado pelo maior uso de guardas municipais, com cidades ampliando seus efetivos diante da insuficiência de cobertura das forças estaduais e federais.
- Também houve crescimento nos gastos com defesa civil, em resposta a desastres naturais e a eventos climáticos cada vez mais frequentes.
O levantamento divulgado pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) na segunda-feira (18) mostra que os gastos das cidades com segurança pública cresceram 66% entre 2016 e 2025. O estudo aponta que os investimentos passaram de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões no período.
Os dados foram apresentados em coletiva da CNM e ganham relevância pela proximidade da Marcha dos Prefeitos, evento anual em Brasília que reúne gestores municipais para discutir repasses federais. A apuração foi realizada pela analista de Política da CNN, Larissa Rodrigues, para o CNN 360º.
Entre os fatores apontados, o aumento ocorre principalmente pela ampliação de guardas municipais nas cidades. A CNM afirma que muitos municípios passaram a manter efetivos próprios de segurança diante de déficits nas coberturas das forças estaduais e federais.
Outro componente relevante é o crescimento dos gastos com defesa civil, ligado a desastres naturais. O estudo destaca que eventos climáticos têm ocupando espaço maior no orçamento das prefeituras, exigindo investimentos em prevenção, resposta e infraestrutura.
Guardas municipais e defesa civil no centro do aumento
A expansão de efetivos municipais de segurança é apresentada como principal motor do crescimento dos gastos. A CNM aponta que, com menor atuação direta das forças de segurança de estados e União em determinadas regiões, cidades passaram a investir mais para suprir ausências de cobertura.
A defesa civil aparece como segundo eixo relevante, com elevação de despesas em contenção de emergências, monitoramento de riscos e ações preventivas. O levantamento indica que essas despesas ganharam peso orçamentário nos últimos anos, refletindo a frequência de ocorrências climáticas mais intensas.
Entre na conversa da comunidade