- O governo elevou a projeção do IPCA de 2026 de 3,7% para 4,5%, com impacto da alta do petróleo e da inércia inflacionária.
- A estimativa do IPCA para 2027 subiu de 3,0% para 3,5%; o intervalo 2028–2030 foi mantido em 3%.
- O INPC para 2026 passou de 3,8% para 4,6%; para 2027 houve alta de 3,1% para 3,6%.
- O IGP‑DI para 2026 ficou em 4,9%; para 2027 a previsão foi de 4%.
- A volatilidade nos mercados globais, com tensões entre Estados Unidos e Irã, eleva preocupações sobre a oferta de energia e pressiona os preços.
O governo revisou nesta segunda-feira (18) as projeções da inflação oficial para o Brasil em 2026, 2027 e 2030. A SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Fazenda divulgou as novas estimativas.
A inflação medida pelo IPCA deve fechar 2026 em 4,5%, ante 3,7% anteriormente. A alta reflete o impacto da disparada dos preços do petróleo no mercado internacional e a piora das expectativas com a guerra no Oriente Médio.
A previsão para 2027 também subiu, de 3% para 3,5%. Para o período entre 2028 e 2030, o governo manteve o IPCA em 3%. A inércia inflacionária, com reajustes passados pressionando preços futuros, é apontada como fator relevante.
A mudança ocorre em meio a volatilidade nos mercados globais e ao conflito entre Estados Unidos e Irã, com temores de interrupções na oferta de energia, especialmente no Estreito de Ormuz.
Outros índices de preços
O INPC, que mede a inflação para famílias de menor renda, passou de 3,8% para 4,6% em 2026. Em 2027, a projeção subiu de 3,1% para 3,6%.
O IGP-DI, calculado pela FGV, ficou estável em 4,9% para 2026 e 4% para 2027. Entre 2028 e 2030, o INPC permanece em 3% e o IGP-DI em 3,8%.
As novas projeções fortalecem a visão de pressão inflacionária em cenários de maior volatilidade global, segundo o governo.
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