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Herança fiscal de R$ 1,4 trilhão pode impactar o futuro do Brasil

Herança fiscal de 1,4 trilhão pressiona orçamento e juros entre 2027 e 2034, impulsionada por indexação de gastos, salário mínimo e emendas parlamentares

Regras de indexação de Lula projetam despesas de 1,4 trilhao até 2034. (Foto: Ilustração Gazeta do Povo - com DALL-e)
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  • Estudo aponta que as regras de gastos retomadas podem gerar custo adicional de R$ 1,397 trilhão entre 2027 e 2034, pressionando o orçamento e os juros.
  • O principal fator é a indexação de gastos: cerca de 45% das despesas federais sobem automaticamente com a inflação ou o aumento do salário mínimo.
  • O salário mínimo impulsiona gastos, com estimativa de R$ 747 bilhões adicionais até 2034, já que reajustes reais elevam aposentadorias, seguro-desemprego e BPC.
  • Emendas parlamentares mudaram de R$ 10 bilhões para R$ 50 bilhões anuais desde 2018 e passam a depender da receita, reduzindo o controle sobre prioridades de gasto.
  • Aliviações propostas incluem ajustar saúde e educação pela inflação, congelar emendas e limitar reajuste do salário mínimo; sem isso, a dívida pode subir de 79% para 95% do PIB até 2034.

Um estudo dos economistas Fábio Serrano e Samuel Pessoa, do BTG Pactual, aponta que as regras de gastos retomadas pelo governo atual podem gerar custo adicional de quase R$ 1,397 trilhão entre 2027 e 2034. O impacto seria sentido pelo Orçamento e pelos juros nos próximos anos.

A principal razão é a volta da indexação de gastos, com reajustes automáticos de despesas. Hoje, cerca de 45% das despesas federais sobem com a arrecadação ou o salário mínimo. Entre os items estão benefícios previdenciários e assistenciais, bem como pisos de saúde e educação.

O salário mínimo é um motor importante dessas despesas. A correção automática de aposentadorias, seguro-desemprego e BPC eleva o gasto, especialmente quando a economia cresce. Estimativas indicam custos adicionais de aproximadamente R$ 747 bilhões até 2034.

As emendas parlamentares também influenciam o cenário. Entre 2018 e hoje, passam de cerca de R$ 10 bilhões para R$ 50 bilhões anuais, fortalecendo a expansão de gastos. Mudanças recentes ligam o valor ao desempenho da receita, reduzindo o controle sobre prioridades.

Como alternativa, economistas defendem medidas urgentes para evitar crise maior. Propostas incluem corrigir saúde e educação apenas pela inflação e por aumento populacional, e congelar emendas. O salário mínimo poderia crescer apenas pela inflação ou pelo PIB per capita.

Sem ajustes, a dívida pública brasileira pode subir de 79% para 95% do PIB até 2034, segundo as projeções. O debate sobre cortes ocorre devido a impactos políticos e sociais, já que milhões dependem de benefícios do INSS, BPC e do SUS.

Especialistas alertam que, se candidatos evitarem o tema em eleições de 2026, o país pode enfrentar crise fiscal após a votação. A cobertura completa acompanha apuração da Gazeta do Povo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para mais detalhes, leia a reportagem completa.

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