- A inteligência artificial está acelerando a adoção corporativa e coloca o Brasil na primeira onda de inovação, competindo em tempo real com as maiores potências, apoiado em modelos de código aberto.
- Segundo Matt Hicks, CEO global da Red Hat, o desafio não é escolher a tecnologia da semana, mas manter soberania para não depender de um único fornecedor.
- O Brasil é visto como mercado maduro na América Latina, com oportunidades para aplicar inovações e manter ritmo semelhante ao observado globalmente.
- Executivos enfrentam dois extremos no mercado de IA: ecossistemas proprietários fechados versus soluções Open Source, buscando escolhas sustentáveis.
- Na área de recursos humanos, a estratégia envolve re-skilling e contratação de especialistas, aliado à compreensão profunda dos clientes para ampliar infraestrutura e confiança.
A inteligência artificial avança de forma rápida, encurtando hiatos de adoção entre mercados. O Brasil já ocupa posição de destaque na nova onda de inovação, competindo de igual para igual com potências globais, segundo Matt Hicks, CEO global da Red Hat.
Hicks afirma que o desafio para executivos não é escolher o modelo de IA mais recente, e sim manter soberania sobre a capacidade de pensar sem depender de um único fornecedor. A discussão envolve equilíbrio entre ecossistemas proprietários e soluções de código aberto.
No contexto da entrevista, o executivo destaca que o Brasil tem um mercado maduro na América Latina, com oportunidades que ampliam a aplicação de tecnologias discutidas no setor. A comparação histórica mostra mudança de liderança entre regiões na era da IA.
Desafios para o C‑Level
Entre as tendências, surgem dois mundos: fornecedores fechados que exigem confiança total e o ecossistema Open Source. O principal desafio é definir escolhas que garantam sustentabilidade tecnológica sem ficar preso a um ecossistema específico.
Para empresas com hesitação em IA, Hicks recomenda ações rápidas. A transformação é vista como essencial para manter competitividade, sob risco de desvantagens frente aos concorrentes e aos investimentos de mercado.
O executivo aponta o papel da confiança na relação com clientes. Em software, a confiança é duradoura; na IA, o relacionamento precisa acompanhar a velocidade de escala, com foco em soluções robustas de infraestrutura para setores como finanças e serviços públicos.
Requalificação e talento humano
No que diz respeito aos recursos humanos, Hicks aponta uma corrida dupla. Pioneiros da engenharia de IA coexistem com a necessidade de requalificação cultural nas organizações. Profissionais não técnicos usarão IA para extrair insights, enquanto engenheiros entenderão negócios com mais agilidade.
A visão é de que tanto a capacidade técnica quanto a compreensão de negócios são valiosas. O desafio da liderança é desmistificar as ferramentas e capacitar equipes para ampliar o desempenho sem comprometer a competitividade futura.
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