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IBC-Br: economia recua 0,7% em março

IBC-Br registra recuo de 0,7% na economia em março; serviços lidera perdas com -0,8%, sinalizando desaceleração do PIB em 2026

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  • O IBC-Br caiu 0,7% em março em relação a fevereiro, com ajuste sazonal aplicado.
  • O destaque negativo foi o setor de serviços, com queda de 0,8%; agropecuária e indústria recuaram 0,2% cada, e todos registraram queda.
  • Em fevereiro houve alta de 0,6% frente a janeiro; no trimestre, a alta foi de 1,3%.
  • Comparado a março de 2024, o índice avançou 3,1%; nos últimos 12 meses, subiu 1,8%; no ano, houve expansão de 1,4%.
  • O FMI projeta o Brasil em 1,9% de crescimento do PIB em 2026, com a expectativa de voltar ao top 10 da economia global, impulsionado pela exportação de energia, apesar de juros e inflação elevados.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou recuo de 0,7% na economia brasileira em março, na comparação com fevereiro. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (18/5). Todos os setores tiveram queda, com serviços registrando a maior retração, de 0,8%.

O resultado também é explicado por ajuste sazonal aplicado pelo BC, que remove variações sazonais para facilitar comparações entre períodos. Em fevereiro, o indicador havia avançado 0,6% frente a janeiro e, no acumulado do trimestre, houve alta de 1,3%.

Desempenho por setor

Na leitura por áreas, o único movimento positivo no trimestre foi o espaço agregado de serviços, ainda que com queda de 0,8% em março. Agropecuária recuou 0,2% e indústria caiu 0,2%.

Em relação a março do ano passado, o IBC-Br avançou 3,1%. Em 12 meses, o indicador mostrou alta de 1,8%. No acumulado do ano, a variação ficou em 1,4%, também sem ajustes sazonais.

Perspectivas e contextos

Especialistas destacam que a desaceleração econômica em 2026 deve ocorrer diante de juros elevados e inflação persistentemente alta. O governo e o BC acompanham os impactos desses fatores na atividade econômica. Dados de 2025 indicam expansão de cerca de 2,3%, com projeções variadas para este ano.

O FMI projetou que o Brasil voltará à posição de 10ª maior economia global, com crescimento estimado em 1,9% para 2026. A previsão considera, entre outros fatores, o ambiente internacional e o papel do país como exportador de energia.

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