- Alexandre Furlan, diretor da Confederação Nacional da Indústria, diz que críticas à redução da jornada ganharam tono político, não técnico.
- Segundo ele, o debate perdeu diferenças entre setores da economia e é uma prioridade do governo Lula neste ano eleitoral.
- Furlan afirma que reduzir a carga horária sem aumento de produtividade pode elevar custos para empresas e para os consumidores.
- Indústrias que operam continuamente, como siderúrgicas e cerâmicas, teriam mais dificuldades para adaptar escalas.
- O caminho sugerido é uma redução sustentável da jornada associada a maior produtividade, negociação coletiva, educação, qualificação, inovação e segurança jurídica.
O debate sobre a redução da jornada de trabalho ganhou tom político, segundo Alexandre Furlan, diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A análise precisa considerar diferenças entre setores e impactos econômicos.
Furlan afirmou que a discussão atual parece ter virado uma narrativa política sedutora, mas pode enganar do ponto de vista econômico ao não levar em conta a realidade setorial.
Ele alertou que diminuir a carga de trabalho sem aumento de produtividade tende a elevar custos para empresas e consumidores, especialmente em setores que operam em turnos contínuos, como siderurgia e indústria cerâmica.
Para avançar de forma responsável, o caminho sugerido envolve produtividade elevada como base, fortalecimento da negociação coletiva e investimentos em educação, qualificação profissional, inovação e segurança jurídica.
A proposta integra as prioridades do governo Lula neste ano eleitoral.
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