- Estudo da Deloitte aponta perdas globais de até US$ 2 trilhões por falhas em processos contratuais; no Brasil, até 18% do tempo das empresas é gasto em atividades relacionadas a contratos devido a fluxos fragmentados.
- Empresas com processos desconectados perdem, em média, 18% a mais tempo em atividades contratuais, totalizando mais de 55 bilhões de horas desperdiçadas anualmente.
- O impacto inclui queda de produtividade, aumento de custos operacionais e perda de oportunidades de receita, além de atrasos na tomada de decisões.
- A diretora de operações da Oppem, Carolina Dogliani, diz que o valor pode ser subestimado e ressalta riscos, falta de padronização, dispersão de documentos e a necessidade de automação.
- A pesquisa associada aponta déficit de investimento em indtechs, com foco em gestão de produção, sustentabilidade e logística, concentradas em São Paulo e Minas Gerais, limitadas pela captação de recursos.
A ineficiência na gestão de contratos está gerando perdas significativas para empresas no Brasil e no mundo. Um estudo da Deloitte, citado pelo TI Inside, aponta que falhas em processos contratuais retiram quase 2 trilhões de dólares por ano globalmente. No Brasil, 18% do tempo corporativo é dedicado a atividades ligadas a contratos, muitas vezes com fluxos fragmentados.
O levantamento mostra que empresas com processos desconectados gastam, em média, 18% a mais em atividades contratuais, equivalentes a mais de 55 bilhões de horas desperdiçadas anualmente. A consequência direta recai sobre produtividade, margem de lucro e agilidade estratégica.
Segundo Carolina Dogliani, diretora de operações da Oppem, o montante é subestimado por muitas organizações. Ela destaca dispersão de documentos, falta de padronização e risco elevado, que atrasam decisões e elevam custos. A automação de contratos traz ganho de rastreabilidade e segurança jurídica.
Impacto na indústria e no ecossistema tecnológico
A Fi emg, em parceria com a Deloitte, aponta déficit de investimento em indtechs, startups voltadas ao setor industrial. Essas empresas atuam com IA, IoT, automação e análise de dados para elevar eficiência operacional. A concentração ocorre em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
Entre as áreas de atuação dessas indtechs, gestão de produção lidera com 32%, seguida por sustentabilidade (23%), logística (16%) e manutenção de ativos (16%). O objetivo é ampliar previsibilidade, reduzir custos e acelerar transformação digital nas companhias.
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