- Investigadores indicam que Daniel Vorcaro precisará devolver cerca de R$ 60 bilhões em curto prazo, sob risco de a delação premiada ser rejeitada.
- Vorcaro chegou a oferecer devolver cerca de R$ 40 bilhões em dez anos, proposta que desagradou PF, PGR e STF.
- Autoridades enfatizam a necessidade de apontar caminhos precisos para a devolução, como dinheiro em paraísos fiscais, fundos, imóveis, obras de arte, entre outros.
- O Banco Master foi liquidado; custos dos danos aos clientes estão estimados em cerca de R$ 57 bilhões, com R$ 51,8 bilhões apenas por ressarcimento ao FGC.
- A defesa de Vorcaro não comentou; o ministro André Mendonça já demonstrou preferência por prazo menor ou por valor menor, e pondera a rigidez dos termos da delação.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode ter que devolver cerca de R$ 60 bilhões em um curto prazo, sob o risco de a delação premiada ser recusada. A proposta inicial era devolver R$ 40 bilhões em dez anos, o que desagradou PF, PGR e STF.
Investigadores estimam que o montante não pode ser reduzido por quitação negociada, ao menos segundo a legislação brasileira. A avaliação contrasta com modelos de outros países, onde acordos permitem ajustes de valores.
Além disso, autoridades questionam a viabilidade de um prazo longo, citando precedentes da Lava Jato e da J&F. O Master, por ter sido liquidado, não apresenta fonte de recursos para sustentar pagamentos futuros.
Proposta e condições de devolução
Para demonstrar boa-fé, Vorcaro precisaria indicar, com precisão, onde tem recursos: paraísos fiscais, fundos, bens, imóveis, aeronaves ou obras de arte. O objetivo é esclarecer como será feita a efetiva devolução.
A negociação envolve a delação com a PGR e a PF. Anexos já entregues pelos advogados ao tribunal ainda serão avaliados, e dependem de validação pelo STF.
Desafios jurídicos e operacionais
O ministro André Mendonça já sinalizou que prefere um prazo mais curto, mesmo que implique valor menor. O desfecho da negociação depende de provas sólidas e de que as informações apresentadas avancem além do material já existente.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também está envolvido e busca acordo para colaborar. A defesa não comentou oficialmente o posicionamento sobre a devolução durante a negociação em curso.
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