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JPMorgan projeta upside de 230% para Randoncorp

JP Morgan aponta upside de até 230% para a Randon, puxado pela participação na Frasle, apesar de queda de vendas e margens pressionadas

Randoncorp: JP Morgan vê upside de 230%
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  • O JPMorgan calcula um upside de até 230% para as ações da Randon, com base na soma das partes, considerando a participação de 50,6% da empresa na Frasle, avaliada em 3,13 bilhões de reais.
  • Esse valor implica aproximadamente 8,95 reais por ação da Randon, mais de 180% acima do preço atual.
  • Excluindo a Frasle, a Randon estaria negociando a quase -70x o lucro nos próximos doze meses, com lucro estimado de 20 milhões de reais para a Randon ex-Frasle.
  • A maior parte do valor viria das áreas de autopeças (8 4,70 reais por ação) e serviços financeiros (2,70 reais por ação), mantendo o preço atual considerado deprimido.
  • Mesmo com fundamentos fracos, juros elevados e volumes da indústria em queda, o banco mantém a recomendação de compra, citando potencial de valorização, melhoria gradual das tendências e alavancagem diante de uma recuperação macroeconômica.

A JP Morgan encostou foco na Randoncorp após a ação sofrer queda superior a 50% desde janeiro do ano passado. O banco avaliou o upside da empresa considerando a soma das partes, buscando capturar valor que o mercado pode não estar atribuindo.

A conclusão é de que a ação poderia avançar até cerca de 230% se for considerada a participação de 50,6% da Randon na Frasle, avaliada em R$ 3,13 bilhões. Isso equivale a aproximadamente R$ 8,95 por ação, segundo a análise.

Mesmo excluindo a Frasle, o JP Morgan aponta potencial relevante acima de 50% em relação ao patamar atual. O valor estaria concentrado nos segmentos de autopeças e serviços financeiros, com estimativas de R$ 4,70 e R$ 2,70 por ação, respectivamente.

Perspectivas de operação e desafios

O analista Marcelo Motta aponta que o mercado parece precificar um valor negativo de cerca de R$ 1,41 bilhão para as operações da Randoncorp independentes da Frasle. A visão baseia-se na projeção de lucro de R$ 20 milhões para a Randon ex-Frasle nos próximos 12 meses.

Segundo a leitura do banco, a Randon ex-Frasle estaria negociada a um múltiplo de preço sobre lucro de menos de 0,7x, dada a expectativa de resultados. Mesmo assim, o potencial de valorização permanece, com base no cenário de recuperação macroeconômica.

Vendas domésticas de implementos rodoviários caíram 18% nos últimos 12 meses, enquanto o EBITDA do primeiro trimestre da Randon chegou a R$ 370 milhões, com margem de 12%. Em 2023 e 2024, a margem ficou entre 14% e 14,5%.

Catalisadores e comparação com pares

O analista cita que há poucos catalisadores de curto prazo, com juros elevados no Brasil, real mais forte e volumes da indústria ainda fracos, especialmente em caminhões e implementos. Ainda assim, o valuation atual, a melhora gradual das tendências operacionais e a alavancagem da empresa justifica manter a recomendação de compra.

O relatório destaca novos pedidos da Hercules, estimados em cerca de 1,2 mil unidades para os próximos seis meses, além de encomendas ferroviárias de aproximadamente R$ 250 milhões para 2026, que podem favorecer a divisão de implementos rodoviários (OEM).

Valuation relativo

A JP Morgan aponta que a Randon está cotada a cerca de 4,8x EBITDA, frente a 7x da Frasle, 5x da Marcopolo e 4,7x da Tupy, mantendo o comparativo entre pares. A capitalização de mercado da Randon está em torno de R$ 1,74 bilhão, com queda acentuada nos últimos 12 meses.

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