- Kalshi atingiu avaliação de US$ 22 bilhões, com mais de cinquenta por cento da fatia do mercado de preditivos e 85% do volume vindo de previsões esportivas.
- Opera como bolsa de contratos de eventos sob regulamentação da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), com modelo peer-to-peer e cobrança de taxas, não lucrando com perdas dos investidores.
- Dados da Kalshi são usados pelo Federal Reserve para apoiar decisões econômicas; autorizada pela CFTC em 2020 e liderou contratos de eleições em 2024, movimentando cerca de US$ 535 milhões.
- Crescimento impulsionado por parcerias com Robinhood, Sequoia e Paradigm; expansão internacional via XP no Brasil, mesmo diante de restrições regulatórias locais.
- Enfrenta entraves regulatórios nos EUA (Nevada e Nova Jersey) e no Brasil (CVM); a empresa mantém políticas contra insider trading e evita contratos sensíveis.
A Kalshi alcançou avaliação de US$ 22 bilhões, impulsionada pelo crescimento dos mercados preditivos, especialmente em esportes, que representam mais de 50% do volume da plataforma. O setor ganhou destaque após autorização regulatória em 2020 nos EUA.
Os contratos da Kalshi são considerados bolsas de eventos, reguladas pela CFTC, e operam como transações entre usuários, com a plataforma cobrando taxas sobre as negociações. O modelo difere de apostas recorrentes, já que o objetivo é prever eventos futuros com contratos públicos e negociáveis.
Em 2024, a Kalshi foi a única empresa autorizada a oferecer contratos envolvendo eleições nos EUA. Durante a eleição presidencial, a plataforma movimentou cerca de US$ 535 milhões, com a maioria das posições prevendo a vitória de Trump, cenário que se confirmou.
O Federal Reserve utiliza dados da Kalshi como termômetro econômico. Estudos do Fed indicam que as previsões da Kalshi mostraram maior precisão que métodos tradicionais desde 2022, ajudando a embasar decisões sobre política monetária.
Parcerias são um motor de expansão. A colaboração com a Robinhood ampliou o alcance para negociações de contratos esportivos, levando a estados com restrições de apostas esportivas a abrirem espaço para a Kalshi, já regulada pela CFTC. Rodadas com Sequoia Capital e Paradigm também elevaram o valuation.
Entretanto, a Kalshi enfrenta resistência regulatória em alguns estados. Nevada e Nova Jersey contestam operações, alegando licenças inadequadas e violação de leis locais. A empresa argumenta que seus contratos são swaps regulatórios, e não jogos de azar.
Fora dos EUA, o Banco Central brasileiro proibiu operações de mercados de previsões em abril de 2026, alegando que os contratos configuram apostas sem natureza econômica. Ainda assim, a Kalshi busca expansão por meio de parcerias, incluindo a corretora XP, para clientes com contas internacionais.
O mercado de previsões no mundo cresceu exponencialmente desde a regulamentação. Dados mostram aumento de volume, com mais de 43 milhões de transações registradas até novembro de 2024, refletindo o interesse institucional e de grandes investidores.
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