- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a exploração de petróleo na foz do Amazonas, afirmando que será feita com responsabilidade, durante discurso na Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, apesar de críticas de ambientalistas.
- Lula citou o risco de a região ser ocupada por Donald Trump, comparando com exemplos anteriores e defendendo a intervenção como forma de empregar a riqueza na região equatorial.
- A foz do Amazonas fica na Margem Equatorial, região conhecida por manguezais, recifes e pelo Grande Sistema de Recifes da Amazônia, com impactos ambientais graves em caso de derramamento de óleo.
- O discurso também criticou a privatização de Petrobras e BR Distribuidora e Liquigás, defendendo a empresa como patrimônio nacional e questionando ganhos com privatizações.
- O evento divulgou investimento de R$ 37 bilhões da Petrobras em São Paulo até 2030, incluindo R$ 17 bilhões para expansão de refino e R$ 6 bilhões para a Replan, que pode aumentar capacidade de produção em até cinco por cento até 2027. Além disso, a Petrobras pretende ampliar exploração na Área de Aram, com perfuração de dois poços.
Lula defendeu a exploração de petróleo na foz do Amazonas, na Margem Equatorial, durante discurso na Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo. Segundo o presidente, a atividade ocorreria com responsabilidade, mantendo o cuidado com a biodiversidade e com o meio ambiente da região.
O discurso também mencionou o risco de intervenção externa na área. O presidente afirmou que potências externas, como os Estados Unidos, podem reivindicar a região caso haja interesse, e ressaltou a necessidade de ocupar a margem equatorial de forma responsável e rentável para o Brasil.
A foz do Amazonas é favorecida pela presença de manguezais, recifes e o Grande Sistema de Recifes da Amazônia, com ecossistema sensível à contaminação. Ambientalistas alertam para danos permanentes à fauna marinha em caso de vazamentos de óleo.
Reformulação de privatizações e Petrobras
Lula criticou a oposição da elite brasileira à criação da Petrobras, enfatizando que o país precisava da estatal ao vencer resistência inicial de setores externos. Em seguida, comentou sobre privatizações de empresas associadas, citando exemplos como a BR Distribuidora e a Liquigás, questionando ganhos para o Brasil.
Investimentos em São Paulo
O evento serviu para destacar o plano de investimentos da Petrobras em São Paulo até 2030, totalizando cerca de R$ 37 bilhões, com recursos destinados a exploração, produção, refino, gás e biocombustíveis. A diretoria informou que parte do montante fortalece a capacidade de refino no estado, incluindo a expansão da Replan.
Replan e expansão de capacidade
A Replan é apresentada como peça central do plano paulista, com previsão de aumento de capacidade de até 5% até 2027. Hoje, a refinaria processa cerca de 434 mil barris por dia, equivalente a 20% da capacidade nacional de refino. O investimento também mira ampliar a participação da Petrobras em áreas de produção.
Área de Aram
A Petrobras planeja avançar na Área de Aram, com perfurações em dois poços no bloco da Bacia de Santos, no pré-sal, para avaliar viabilidade econômica. A área é controlada pela estatal em 80% (CNPC detém 20%), com expectativa de maior exploração na região de alta pressão.
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