- Move Aplicativos é uma linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, com investimento estimado de R$ 30 bilhões via BNDES.
- A Medida Provisória traz condições especiais para aquisição de veículos, manutenção e capital de giro dos profissionais do setor.
- O objetivo é facilitar o acesso ao crédito e incentivar a renovação da frota usada pelos motoristas.
- O lançamento ocorre às 15h30, na Casa de Portugal, em São Paulo.
- O setor emprega cerca de 1,7 milhão de pessoas; entre 2022 e 2024 houve crescimento de 25% no número de trabalhadores de aplicativos, com aproximadamente 335 mil novos profissionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta terça-feira o Move Aplicativos, uma linha de crédito destinada a motoristas de aplicativo e taxistas. O programa prevê crédito facilitado para compra de veículos, manutenção e capital de giro, com apoio do BNDES. A previsão é de que haja investimento de cerca de R$ 30 bilhões.
A cerimônia está marcada para as 15h30, na Casa de Portugal, na Avenida da Liberdade, em São Paulo. Lula assinará uma Medida Provisória com condições especiais de financiamento para aquisição de veículos, manutenção automotiva e capital de giro para esses profissionais.
O Move Aplicativos é voltado a facilitar o acesso ao crédito para trabalhadores das plataformas digitais, que enfrentam custos elevados de operação e de manutenção. A proposta também busca incentivar a renovação da frota utilizada pelo setor.
Detalhes do movimento
Segundo o governo, o programa envolve financiamento com condições especiais para aquisição de veículos, bem como despesas com manutenção e giro de caixa para o dia a dia das atividades.
O setor de transporte por aplicativo tem passado por crescimento expressivo. Estima-se que o país empregue cerca de 1,7 milhão de pessoas nesse segmento, com incremento de 25% entre 2022 e 2024, o que corresponde a aproximadamente 335 mil novos trabalhadores.
Entretanto, os motoristas enfrentam desafios como a falta de regulamentação e de proteção social. Dados oficiais apontam que apenas 25,7% contribuem para a Previdência Social, índices ainda mais baixos entre motociclistas.
A carga horária dos motoristas também é destacada: em média, trabalham cinco horas semanais a mais que trabalhadores formais, com motociclistas enfrentando sobrecarga de quase quatro horas a mais.
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