- A Receita Federal interditou temporariamente dois shoppings no Brás, em São Paulo, em operação iniciada no dia 18 contra a venda de produtos falsificados.
- A ação, batizada de Desvio de Rota, deve durar várias semanas e prevê a apreensão de toneldas de mercadorias irregulares, com valor estimado em até R$ 300 milhões.
- O foco são mercadorias estrangeiras introduzidas no país sem o devido controle aduaneiro, o que caracteriza contrabando ou descaminho.
- O Brás é apontado como um dos principais polos de comércio de mercadorias irregulares que abastecem o Brasil, com reflexos em crimes como lavagem de dinheiro e danos à saúde pública.
- A Associação de Lojistas do Brás afirmou que os shoppings interditados não são associados à entidade e reiterou o apoio ao combate às irregularidades.
A Receita Federal interditou temporariamente dois shoppings no Brás, região central de São Paulo, em uma operação contra a comercialização de produtos falsificados. A ação começou nesta segunda-feira, 18, e envolve apreensão de mercadorias irregulares. Os nomes dos shoppings não foram divulgados.
Segundo a Receita, a operação deve durar várias semanas e pode mobilizar milhares de itens irregulares. A estimativa é de que o valor das mercadorias apreendidas chegue a 300 milhões de reais. A prioridade é mercadorias estrangeiras sem controle aduaneiro.
A mãe da operação, batizada de Desvio de Rota, envolve 95 servidores. O objetivo é coibir contrabando e descaminho no território nacional, com foco em mercadorias trazidas sem fiscalização adequada.
A região do Brás é apontada pela Receita como um dos principais polos de comércio de produtos irregulares no país, abastecendo lojas de todo o Brasil. O órgão destaca ainda que a irregularidade tem impactos tributários e sociais.
Além do aspecto fiscal, a Receita ressalta possíveis vínculos com lavagem de dinheiro, corrupção, trabalho escravo e danos à saúde pública. As autoridades afirmam que o combate às irregularidades visa proteger a concorrência e a legalidade.
Procurada pelo Estadão, a Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) informou que acompanha a operação desde o início e que os shoppings interditados não são associados à entidade. A aliança reforçou a defesa da legalidade e da competição justa.
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