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Microsoft é alvo de debate: compra ou venda entre analistas

Investidores divergem: Ackman aposta na Microsoft em meio ao recuo de ações, enquanto Hohn liquida participação por incertezas da IA

Microsoft é compra ou venda? Pessoas razoáveis podem discordar
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  • Bill Ackman, da Pershing Square, abriu posição na Microsoft, com valor de cerca de US$ 2,1 bilhões, comprando a cerca de 21x lucro nos próximos doze meses; ações a US$ 423 e valor de mercado ao redor de US$ 3,1 trilhões.
  • Christopher Hohn, da TCI Fund Management, liquidou quase toda a participação na Microsoft, reduzindo para aproximadamente 1% do portfólio, citando incerteza sobre a posição competitiva diante da IA.
  • Ackman vê a IA fortalecendo a adoção de Copilot e o crescimento da Azure, e considera a AV/valoração da Microsoft atraente, seguindo movimentos anteriores com Amazon, Meta e Alphabet.
  • A Pershing Square utilizou parte da venda de Alphabet para financiar a compra de Microsoft; a Alphabet segue integrada à estratégia de Ackman, enquanto a Berkshire Hathaway mais que triplicou a participação na Alphabet para US$ 16,6 bilhões.
  • A Microsoft caiu cerca de 25% desde a máxima de julho passado, com receios de que IA de startups possa ameaçar produtos tradicionais; a Alphabet teve valorização relevante neste ano, e a Big Tech opera próximo de valores de mercado elevados.

O bilionário Bill Ackman aproveitou a queda recente das ações de software para aumentar a exposição à Microsoft. Segundo o 13F divulgado à SEC, a posição da Pershing Square representa pouco mais de 15% da carteira, cerca de US$ 2,1 bilhões, com preço de entrada em torno de 21 vezes o lucro esperado para os próximos 12 meses.

Em contraste, Christopher Hohn, gestor da TCI Fund Management, liquidou quase toda a posição na Microsoft. A participação caiu para apenas 1% do portfólio, após manter aproximadamente 10% ao longo de quase uma década. O motivo: a AI aumenta incertezas sobre a posição competitiva da empresa, com foco em potencial impacto ao Office.

Movimentações de grandes gestores

A TCI reduziu o investimento citando a possibilidade de a IA alterar fluxos de trabalho e plataformas de produtividade. Ackman, por sua vez, reforçou a aposta na empresa, destacando o Copilot e a integração da IA aos produtos M365 sob gestão de Satya Nadella.

A Pershing Square também liquidou boa parte de uma posição em Alphabet para financiar parte da compra na Microsoft, deixando o investimento relevante do outro lado da operação. Assim, o grupo mantém cerca de US$ 2,1 bilhões na MSFT, com valorização recente.

Desempenho recente e impacto no mercado

A Microsoft acumula queda de cerca de 25% desde o pico de julho do ano anterior. A pressão vem da percepção de que startups de IA podem capturar participação de mercado de softwares tradicionais. A ação encerrou o período recente em aproximadamente US$ 423, com valor de mercado estimado em US$ 3,1 trilhões.

A Berkshire Hathaway ampliou significativamente o investimento em Alphabet, elevando a participação para US$ 16,6 bilhões. A companhia detém 58 milhões de ações, alta de 224% em relação a dezembro. Alphabet tem se beneficiado de avanços em IA, com Gemini aumentando a base de usuários.

Contexto de mercado

A Alphabet fechou o ano com valorização expressiva e opera com P/E próximo de 29x. O valor de mercado da Big Tech chega perto de US$ 5 trilhões, ficando atrás apenas da Nvidia, que ultrapassa US$ 5,3 trilhões. A Microsoft, por sua vez, segue sob pressão de investidores avaliando cenários de IA frente a rivais emergentes.

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