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OranjeBTC tem prejuízo de R$460 milhões com queda do Bitcoin no 1º trimestre

OranjeBTC registra prejuízo líquido de R$ 460,7 milhões no 1º trimestre, devido à queda e à marcação a valor justo do Bitcoin, sem saída de caixa

Guilherme Gomes, CEO da OranjeBTC, no Digital Assets Conference (DAC) 2025
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  • OranjeBTC fechou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 460,7 milhões, apontando queda do Bitcoin e marcação contábil da reserva.
  • Despesa com avaliação a valor justo do Bitcoin somou R$ 466,8 milhões; efeito é não caixa, não altera a quantidade de Bitcoin mantida e não modifica a estratégia de longo prazo.
  • Ao fim de março, a tesouraria tinha 3.723 bitcoins, praticamente estáveis frente ao fim de 2025; o ativo foi marcado em cerca de R$ 1,33 bilhão.
  • A empresa destaca três pilares para a estratégia: gestão de tesouraria, construção de marca e distribuição, e desenvolvimento de produtos e serviços, visando ser a principal plataforma institucional de Bitcoin no Brasil.
  • Caixa e equivalentes somaram R$ 68,5 milhões, com dívida de curto prazo de R$ 52,4 milhões; caixa líquido de R$ 16,1 milhões; recomprou 274.200 ações por cerca de R$ 2,2 milhões.

A OranjeBTC, maior tesouraria de Bitcoin da América Latina, fechou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 460,7 milhões. O resultado foi fortemente impactado pela queda do Bitcoin e pela avaliação a valor justo da reserva da empresa.

A maior parte do prejuízo veio de uma despesa de R$ 466,8 milhões com avaliação de ativos em valor justo, refletindo a variação de preço do Bitcoin entre o início e o fim do trimestre. A companhia ressalta que esse efeito contábil não representa saída de caixa.

Ao final de março, a OranjeBTC mantinha 3.723 bitcoins em tesouraria, quase estáveis frente aos 3.722,3 bitcoins registrados em 2025. A posição foi marcada em aproximadamente R$ 1,33 bilhão, com preço médio de cerca de R$ 356,1 mil por BTC.

O relatório aponta forte volatilidade no mercado de Bitcoin e um ambiente desafiador para tesourarias em criptomoedas, mas a empresa afirma que o período reforçou a visão de que a criptomoeda pode se tornar parte relevante da infraestrutura financeira global.

No trimestre, a empresa recomprou 274.200 ações a preço médio de R$ 7,96, totalizando cerca de R$ 2,2 milhões. Não houve venda de ações e a relação BTC por ação diluída ficou em 2.295 satoshis ao fim de março, ante 2.291 no fim de 2025.

O resultado gerencial, que exclui itens não recorrentes e efeitos não caixados, ficou negativo em R$ 2,6 milhões. A OranjeBTC manteve a meta de alcançar o breakeven operacional até o quarto trimestre de 2026.

Ao fim do trimestre, a empresa tinha R$ 68,5 milhões em caixa e equivalentes, incluindo R$ 59,3 milhões em STRC, com dívida de curto prazo de R$ 52,4 milhões. O caixa líquido, excluída a dívida, ficou em R$ 16,1 milhões, suficiente para mais de 15 meses de despesas operacionais, segundo a companhia.

A base de investidores da OranjeBTC cresceu: 8.579 acionistas ao fim de março, alta de 65% frente ao fim de 2025. O volume médio diário negociado foi de 500,3 mil ações, aumento de 106% comparado ao trimestre anterior.

“A tesouraria em Bitcoin é o ponto de partida, não o destino”, afirmou a empresa, destacando a estratégia de consolidar posição, educar o mercado e desenvolver produtos para acelerar a adoção do Padrão Bitcoin no Brasil.

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