- A 45ª Reunião da Pagos, realizada em abril, discutiu o impacto dos agentes inteligentes autônomos em compras e pagamentos.
- A mediadora Valéria Carrete destacou a passagem para a “era concierge”, em que agentes de IA comandam decisões de compra, pesquisa e pagamento, influenciando autenticação, segurança e experiência do usuário.
- O especialista Gil Giardelli afirmou que a IA já resolve problemas reais e que agentes atuam autonomamente na gestão de lojas, precificação e tomada de decisão, sinalizando uma nova etapa rápida de transformação.
- A pauta também abordou regulamentação: prevê-se regras específicas para IA que realiza transações, com responsabilidade compartilhada entre usuário, provedores e plataformas; a IA pode extrapolar limites de crédito em alguns casos.
- Entre desafios e oportunidades, destacaram-se a necessidade de orquestrar múltiplos agentes, governança e segurança; estudos de McKinsey e PwC indicam transformação no comércio digital e serviços financeiros, com 74% dos líderes do setor esperando melhoria na qualidade de produtos e serviços em até 12 meses.
A Pagos promoveu, no último mês de abril, a 45ª Reunião do ano. O tema central foi o avanço dos agentes inteligentes na experiência de compra, segurança e regulação do comércio no Brasil. O painel reuniu especialistas e executivos do setor.
Valéria Carrete, mediadora e vice-presidente de Emissores da Pagos, abriu o debate apontando a transição: de simples assistentes para verdadeiros condutores de decisões de compra, pesquisa e pagamento. O entendimento é de que isso afeta autenticação, segurança e a responsabilidade nos negócios.
Agentes autônomos na prática
Giudelli destacou que a IA já resolve problemas reais, com agentes atuando de forma autônoma em lojas físicas, definindo preço e tomando decisões sem intervenção humana. Segundo ele, a velocidade dessa mudança é acelerada, aproximando-se de uma nova era de destruição criativa.
Thais Cabral Padilha, da Salesforce, enfatizou questões regulatórias e de proteção de dados. Ela afirmou que em breve deverá haver normas específicas para transações realizadas por IA, definindo responsabilidades de usuários, provedores de IA e das plataformas que a gerem. Observou ainda que a IA hoje pode extrapolar limites de crédito.
Desafios de implementação e segurança
Pedro Bramont, executivo do setor bancário, ressaltou que o desafio atual não é apenas criar agentes, mas orquestrar vários deles, definir quais utilizam em cada transação e monitorar desempenho. A governança é apontada como chave para reduzir riscos e melhorar eficiência.
A mesma linha foi adotada por Padilha, que tratou de novos parâmetros para identificação em transações por IA, como velocidade de digitação, erros, inclinação do dispositivo e pressão na tela. Ela destacou o papel das adquirentes na preparação para o comércio agêntico.
Oportunidades e impactos
Bramont citou o setor aéreo como exemplo de personalização: agentes podem combinar datas, destinos, clima e orçamento para sugerir opções de viagem de forma rápida. Estudos de mercado indicam a IA como motor de transformação no comércio digital e nos serviços financeiros, com potencial de movimentar trilhões até 2040.
Valéria Carrete encerrou o debate destacando o papel conjunto de setor privado e público na construção desse ecossistema. A ideia é explorar experiências globais, com prefeituras preparando conteúdos para serem interpretados por agentes de IA.
Entre na conversa da comunidade