- Os ativos imobiliários sob gestão do Pátria passaram de R$ 500 milhões em 2022 para R$ 38,5 bilhões em 2026, após oito aquisições de gestoras e/ou portfólios.
- Com esse crescimento, o Pátria tornou-se a maior empresa independente de fundos imobiliários do Brasil.
- O foco atual é organizar o portfólio, consolidando fundos com ativos e teses de investimento semelhantes para ampliar liquidez e atrair investidores.
- Um exemplo é a consolidação do Pátria Log (HGLG11), que agrega ativos de outros fundos do grupo, com participação de um fundo da Brookfield, tornando-se um dos maiores fundos de logística do país.
- O Pátria planeja aplicar o mesmo modelo de consolidação em escritórios, buscando reduzir vacância, otimizar compras e vendas de imóveis e diminuir o endividamento, em meio a um cenário de juros altos que afeta captação e precificação de ativos.
O Pátria Investimentos vai dedicar os próximos meses à organização de seu portfólio de ativos imobiliários após uma sequência de aquisições que ampliou significativamente sua atuação no setor. Atualmente, o total de ativos sob gestão é de 38,5 bilhões de reais, frente a 500 milhões em 2022.
Ao longo de 2022 a 2026, o grupo realizou oito aquisições de gestoras e portfólios, incluindo a VBI Real Estate e o braço de investimentos imobiliários do Credit Suisse no Brasil. A soma de ativos consolidou o Pátria como a maior empresa independente de fundos imobiliários do país.
A diretoria aponta a consolidação como prioridade para 2026, com foco na integração de fundos com ativos e teses de investimento semelhantes. A meta é aumentar liquidez e reduzir a fragmentação, atraindo investidores locais e estrangeiros por meio de estruturas mais robustas.
Consolidação do portfólio
Um exemplo dessa estratégia é o Pátria Log (HGLG11), que está reunindo ativos de outros veículos do grupo, como PATL11 e LVBI11, além da aquisição de um fundo da Brookfield. O movimento eleva o Pátria Log a um dos maiores fundos de logística do Brasil, com mais de 40 empreendimentos e patrimônio líquido próximo de 7 bilhões de reais.
A próxima etapa envolve a aplicação do modelo de aglutinação a prédios de escritórios, segundo o fundador Rodrigo Abbud. A ideia é reduzir o número de fundos de office e criar plataformas com ativos similares para facilitar a gestão e a liquidez.
Paralelamente, a estratégia envolve compra e venda de imóveis, redução da vacância e redução do endividamento de fundos selecionados. O objetivo é manter fundos alinhados para viabilizar operações de consolidação sem perdas de valor.
Cenário de mercado
A organização ocorre em um momento de aperto no mercado de fundos imobiliários, com juros altos limitando captação de recursos e dificultando a precificação de ativos. A perspectiva de queda gradual da Selic reacende a expectativa de recuperação, porém o ambiente permanece volátil.
Abbud aponta que o mercado está descontado, mas com melhora inicial diante da redução de juros. Ainda assim, fatores como a geopolítica influenciam o humor do investidor, mudando o ritmo esperado de recuperação.
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