- O IBC‑Br (prévia do PIB) caiu 0,7% em março, na comparação com fevereiro, segundo o Banco Central.
- Serviços registrou a maior queda, de 0,8%; agropecuária e indústria caíram 0,2% cada.
- Apesar da queda, o indicador acumula alta de 1,3% no trimestre.
- Em março ante março do ano anterior houve alta de 3,1%; nos 12 meses, avanço de 1,8%.
- O IBC‑Br é visto como termômetro do PIB e pode influenciar a trajetória da Selic; para 2026, Focus aponta alta de cerca de 1,85%.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, caiu 0,7% em março ante fevereiro. O recuo atingiu os três grandes grupos que compõem o indicador, sinalizando menor ritmo da atividade econômica no país.
Entre os setores, o destaque negativo ficou com serviços, que caiu 0,8% no mês, o pior desempenho. Agropecuária e indústria recuaram 0,2% cada, sugerindo perda de ritmo em áreas estratégicas para o crescimento.
A leitura de março substitui o avanço de 0,6% registrado em fevereiro, quando o indicador também mostrou variação positiva frente a janeiro. Mesmo assim, o IBC-Br acumula alta de 1,3% no trimestre, apontando incremento agregado mesmo com o recuo mensal.
Dinâmica sazonal e comparação anual
O Banco Central utiliza ajuste sazonal para calcular o resultado mensal, eliminando oscilações sazonais. Sem esse ajuste, o desempenho mostraria crescimento em diferentes recortes.
Na comparação com março de 2024, o IBC-Br avançou 3,1%. O acumulado de 12 meses registra alta de 1,8%, e o ano apontaria crescimento de 1,4% sem ajuste sazonal.
Perspectivas e contexto econômico
O IBC-Br funciona como termômetro do PIB, influenciando decisões sobre a política de juros. Dados positivos podem alimentar pressões inflacionárias, enquanto números negativos apontam desaceleração e menor consumo.
Para 2026, economistas projetam alta de 1,85% no PIB, segundo o Relatório Focus. Se confirmado, ficará abaixo dos desempenhos de 2023 e 2024, quando houve crescimento de 2,9% e 3,4%, respectivamente.
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