- Roberto Paris assumiu a presidência da Anbima para o biênio 2026/27, com foco na proteção do investidor.
- A entidade busca tornar a autorregulação mais ágil para identificar e tratar problemas, em parceria com reguladores como o Banco Central e a CVM.
- A discussão sobre distribuição de investimentos deve aumentar a transparência de produtos como CDBs, LCIs, LCAs e LFs, para que o investidor entenda o que está comprando.
- Sobre Fiagros e FIDCs, Paris afirma que mercados de crescimento rápido exigem melhoria na qualidade das informações e na transparência.
- A indústria de investimentos brasileira continua em expansão, com ativos próximos de R$ 12 trilhões, crescimento de ofertas públicas e aumento nos investimentos dos brasileiros.
O novo presidente da Anbima, Roberto Paris, assumiu o mandato nesta segunda-feira (18) e já traçou o foco da gestão para 2026/2027: proteger o investidor em um cenário de rápida evolução do mercado financeiro, com expansão de plataformas digitais e produtos.
Paris, que também é diretor executivo do Bradesco, destacou que avanços tecnológicos e IA podem tornar modelos antigos obsoletos. A associação, ao lado de reguladores como BC e CVM, precisa acompanhar essas mudanças.
Ele ressaltou que já houve progressos na condução de processos de supervisão, mas ainda há espaço para tornar as ações mais ágeis e tempestivas ao identificarem problemas. O objetivo é apoiar reguladores nessa evolução.
A Anbima atua na autorregulação, sem poder de polícia, conforme o executivo. Hoje, a entidade trabalha para tornar os procedimentos mais rápidos quando surgem situações problemáticas, mantendo o equilíbrio entre regulação e mercado.
Distribuição de investimentos
Paris quer ampliar o debate sobre transparência na distribuição de produtos, incluindo CDBs, LCIs, LCAs e LFs distribuídos via plataformas. A ideia é que regras ajudem o investidor a compreender o que está comprando e o seu alinhamento com o perfil.
Ele também afirmou que é importante monitorar se as regras de distribuição estão compatíveis com o investidor. Caso necessário, podem ser estabelecidos parâmetros mínimos adicionais para determinados produtos.
Crescimento do crédito
Sobre o crescimento do crédito privado, FIAGROS e FIDCs, Paris afirmou que mercados em rápido progresso exigem acompanhamento próximo. FIDCs valorizam o financiamento de setores pouco acessíveis, desde que haja melhoria na transparência.
Ele destacou que avanços requerem mais qualidade informacional, sem abrir mão da clareza para o investidor. O mercado de capitais continua a se expandir, mesmo com juros elevados e volatilidade global.
A Anbima, num momento de maior complexidade, busca manter a confiança do investidor e sustentar o crescimento sustentável do setor. O patrimônio do mercado já supera R$ 12 trilhões, mostrou a recente trajetória desse segmento.
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