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Sanções e desvalorização elevam uso de cartão de débito na economia iraniana

Sanções isolam o Irã, cuja economia funciona majoritariamente por cartão de débito e pagamentos via aplicativo, com o dólar a 1,9 milhão de riais

Três pessoas em ponto de ônibus à noite com bandeiras do Irã e acessórios à venda no chão. Duas pessoas sentadas atrás das bandeiras exibem sinais de paz com as mãos. Bandeiras penduradas no fundo e iluminação artificial no local.
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  • Sanções internacionais e desvalorização acelerada da moeda deixaram a economia do Irã isolada, funcionando quase que integralmente com cartão de débito e pagamentos por celular.
  • A rial sofreu queda de aproximadamente 265% nos últimos dois anos; a taxa oficial é de 1,3 milhão de riais por dólar, mas na prática o dólar circula a cerca de 1,9 milhão de riais.
  • Em termos de dinheiro, são poucas as transações com notas; seria necessária uma mochila para comprar itens simples.
  • O sistema financeiro iraniano não se conecta ao exterior, impossibilitando transferências internacionais e compras em sites estrangeiros.
  • Cartões de crédito existem apenas de forma restrita em alguns bancos privados; turistas recorrem a gift cards, e há um consórcio com juros para compra de carros.

O Irã enfrenta sanções internacionais que isolam seu sistema financeiro, provocando forte desvalorização da moeda. O rial caiu cerca de 265% nos últimos dois anos. Hoje, o câmbio é informado como 1,3 milhão de riais por dólar, mas na prática o dólar circula próximo de 1,9 milhão.

Nesse cenário, a economia iraniana funciona majoritariamente com cartão de débito, transferências por aplicativos e operações via computador. Transações presenciais dependem de meios digitais, já que o dinheiro em espécie perdeu elasticidade.

As restrições financeiras são resultado de sanções que, há mais de três décadas, visam bancos e empresas que fazem negócios com o Irã. Instituições estrangeiras enfrentam multas e penalidades ao manter vínculos com o país.

Bancos iranianos permanecem desconectados do sistema financeiro internacional. Não é possível enviar ou receber recursos do exterior por meio dessas instituições, e compras em sites não iranianos são inviáveis.

Para pagamentos, cidadãos recorrem a cartões de débito, apps de banco e, em alguns casos, a notebooks ou tablets para efetuar transferências. A rede de pagamentos funciona com base em sistemas domésticos.

A ausência de cartões de crédito generalizados agrava a dificuldade de consumo. Há apenas algumas operações de crédito em bancos privados para clientes selecionados, com juros aplicados.

Turistas e visitantes recorrem a “gift cards” oferecidos por agências. Esses vouchers costumam ter valores em farsi, o que dificulta entender o quanto está sendo gasto sem auxílio de tradução.

No país, não há acesso estável à internet para muitos, o que restringe o uso de ferramentas digitais de pagamento. Mesmo quando disponível, a internet é limitada, dificultando transações internacionais.

Para aquisição de veículos, há um tipo de consórcio com pagamentos mensais e juros, funcionando como alternativa ao crédito tradicional. A prática destaca o caráter emergencial do sistema financeiro nacional.

Essa combinação de isolamento financeiro e desvalorização monetária coloca o Irã em uma posição marcada pela dependência de meios digitais internos e pela dificuldade de realizar transações internacionais.

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