- O programa Mais Verde de Santa Catarina paga pequenos produtores com até quatro módulos fiscais que tenham CAR ativo e pelo menos quarenta por cento da área coberta por floresta nativa preservada.
- O pagamento é feito em parcela única, por hectare preservado, variando de um a dez hectares por propriedade; o benefício pode chegar a até R$ 5,4 mil, com bonificações que podem elevar o total a R$ 7,5 mil.
- Serviços ambientais são os benefícios da conservação, como purificação da água, melhoria da qualidade do ar e manutenção da fertilidade do solo; o objetivo é recompensar quem atua como guardião dos recursos naturais.
- As áreas prioritárias incluem regiões com secas frequentes, corredores ecológicos, propriedades que protegem espécies ameaçadas e reservas particulares reconhecidas.
- Economistas criticam o programa, dizendo que a meta de 20 mil produtores é pequena frente ao total de agricultores familiares, e que o lucro de culturas como soja na mesma área pode superar o valor pago para manter a floresta.
O governo de Santa Catarina vai pagar produtores rurais para preservar florestas nativas por meio do programa Mais Verde. A iniciativa busca incentivar a conservação, recompensando quem mantém cobertura florestal na propriedade.
Podem participar pequenos produtores com até quatro módulos fiscais. É necessário ter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo e comprovar que pelo menos 40% da área total é floresta nativa preservada. O pagamento é direto na conta do beneficiário.
Os recursos serão distribuídos por hectare preservado, com 1 a 10 hectares por propriedade. O benefício pode chegar a R$ 5,4 mil, podendo alcançar R$ 7,5 mil com bonificações para áreas estratégicas ou produção orgânica.
Como funciona o pagamento
A remuneração ocorre em parcela única, vinculada aos hectares preservados. O valor varia conforme o tamanho da área, dentro dos limites estabelecidos pelo programa. A lógica é medir serviços ambientais gerados pela conservação.
Serviços ambientais e objetivos
Serviços ambientais incluem melhoria da qualidade da água, ar mais puro e fertilidade do solo mantida. A proposta troca a abordagem punitiva pela recompensa a quem atua como guardião dos recursos naturais.
Áreas prioritárias
Regiões com secas frequentes recebem prioridade. Também entram corredores ecológicos que ligam florestas, facilitando o movimento de animais. Propriedades que protegem espécies ameaçadas ganham vantagem.
Críticas de economistas
Alguns especialistas questionam se a meta de 20 mil produtores é viável frente ao total de agricultores familiares. Também apontam que, em algumas situações, o plantio de soja pode render mais que a manutenção da floresta.
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