- A Shein comprou a Everlane por cerca de US$ 100 milhões, com aprovação do conselho no sábado, e o valor representa um desconto em relação ao auge da Everlane.
- A Everlane ficou conhecida por peças básicas premium, transparência na produção e sustentabilidade; entre os produtos estão camisetas premium, suéteres de cashmere e a linha Clean Silk.
- A empresa acumulava cerca de US$ 90 milhões em débitos, e o CEO Alfred Chang buscava novos investidores desde março; a controladora L Catterton avaliava aportes ou venda.
- A aquisição amplia a estratégia global da Shein, que tem agressivamente expandido no varejo mundial e passou a oferecer sua estrutura de fabricação na China para outras marcas.
- A operação levanta questionamentos sobre o alinhamento com o modelo de produção acelerada da Shein e pode representar um desafio reputacional, em meio à disputa com a Temu por direitos autorais.
A Shein, marca chinesa de fast fashion, anunciou a aquisição da Everlane, empresa americana com sede em San Francisco, por cerca de US$ 100 milhões. A operação envolve a compra de ações da Everlane e envolve aprovação do conselho, que ocorreu no sábado, segundo relatos dos veículos Puck e The Information. A transação representa um desconto expressivo frente às avaliações feitas no auge do comércio eletrônico.
A Everlane ficou conhecida por peças básicas premium, estilo minimalista e transparência na cadeia de produção. A marca investe em tecidos de qualidade e em práticas com menor impacto ambiental, com itens como camisetas premium, suéteres de cashmere e a linha Clean Silk. Meghan Markle é citada como admiradora da Everlane.
Nos últimos meses, a Everlane vinha buscando reorganizar suas finanças diante de dívidas crescentes. O Puck aponta que a empresa tinha cerca de US$ 90 milhões de débitos. O CEO Alfred Chang procurava novos investidores desde março para reestruturar a operação.
Aquisição e estratégia da Shein
A compra ocorre em meio à expansão global da Shein. A empresa busca diversificar receitas e ampliar atuação além do fast fashion, com foco em estratégias de precificação agressivas e marketing digital. A ideia é integrar capacidades de fabricação na China para outras marcas, conforme apurado pela Bloomberg.
Desafios regulatórios e concorrência
A Shein disputa legalmente com a Temu em várias frentes, incluindo acusações de violação de direitos autorais em Londres. A Temu afirma que a Shein tenta limitar a concorrência por meio dessas ações.
A precária relação entre sustentabilidade e produção acelerada também é tema de debate. Analistas questionam como a Everlane se encaixará no modelo de produção da Shein, o que pode impactar a imagem da marca adquirida.
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