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SPIW: Inteligência emocional é mais importante que a artificial

SPIW aponta que marcas ganham relevância ao estimular pertencimento e emoções, com escuta ativa, diante de IA e mudanças no consumo

Visitantes chegando à primeira edição da São Paulo Innovation Week (SPIW), que ocorreu de 13 a 15 de maio na Mercado Livre Arena Pacaembu
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  • A primeira edição do São Paulo Innovation Week ocorreu de 13 a 15 de maio, na Mercado Livre Arena, em Pacaembu, com quase mil horas de conteúdo.
  • O evento destacou que consumidores valorizam marcas que oferecem experiência e pertencimento, não apenas produtos.
  • Executivos de Oakley, Lupo e O Boticário mostraram que a escuta ativa e vínculos emocionais ajudam a construir comunidades em torno das marcas.
  • Plataformas sociais, especialmente TikTok, foram citadas como determinantes de engajamento, com a comunidade ditando tendências.
  • Debates sobre IA e futuro do trabalho ressaltaram a importância das bases emocionais, além de levar discussões para periferias de São Paulo por meio de CEUs.

O São Paulo Innovation Week (SPIW) realizou sua primeira edição, entre 13 e 15 de maio, na Mercado Livre Arena, em Pacaembu. O evento reuniu painéis sobre marcas, marketing e criatividade, com foco numa inovação que dialoga com o humano, além das tecnologias.

Ao longo de quase mil horas de conteúdo, o SPIW explorou inovação em áreas como cultura, esportes, agro, políticas públicas e responsabilidade social. A discussão destacou o papel da emoção na comunicação, especialmente frente a avanços em IA.

Conexões que movem marcas

Painéis com executivos de marcas tradicionais mostraram que clientes valorizam experiência e pertencimento. Caio Amato, presidente global da Oakley, disse que consumidores buscam valores, não apenas produtos.

O Grupo Boticário também destacou a importância de vínculos reais. Eduardo Rebola ressaltou que a emoção, a memória afetiva e o significado orientam a construção de marcas que resistem ao tempo.

Plataformas e formato da comunicação

Jubi Moreira, da TikTok, explicou que a comunidade impulsiona tendências e que a linguagem compartilhada cria conexão. Lys Prol, da Wake, reforçou o papel das redes sociais em engajamento e a velocidade de impacto.

No debate sobre IA, Aaron Sutton, da Africa, apontou cautela com o uso excessivo de IA, citando a campanha da Brahma que resgata Cauby Peixoto para o Mundial, mesclando repertório clássico com inovação.

Perspectivas globais e Brasil urbano

Marcelo Serpa e Sutton destacaram que a troca geracional ocorre em ambientes abertos, com diversidade como motor da inovação. Gabriela Onofre, do Publicis, e Ricardo Al Makul, da KES, mostraram como diferentes países inspiram práticas diversas.

O SPIW também levou debates para além do centro, ocupando CEUs na periferia de São Paulo, como Heliópolis, Freguesia do Ó, Sapopemba e Cidade Ademar, para discutir ciência, tecnologia e futuro.

Visão de futuro e humano

Michelle Schneider participou de múltiplos painéis, defendendo que o foco deve ser no ser humano do futuro, independentemente da disrupção tecnológica. A ideia é manter bases emocionais como elemento central da inovação.

O evento encerra com a leitura de que a tecnologia não substitui a necessidade de pertencimento e emoção nas marcas, reforçando a ideia de que a inteligência emocional é tão relevante quanto a artificial.

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