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Taxa das blusinhas: problema vira desgaste para o governo Lula

À véspera da eleição, governo zerou o imposto de importação para remessas de até US$ 50; ICMS estadual continua, mantendo custo para o consumidor e desgaste político

Governo zerou a taxa das blusinhas de imposto de importação, mas ICMS dos Estados continua valendo
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  • A chamada “taxa das blusinhas” virou dor de cabeça política para o governo de Lula por afetar compras internacionais de baixo valor pela internet.
  • O governo editou a Medida Provisória 1357 para zerar o imposto de importação em remessas de até US$ 50; o ICMS estadual continua válido nas compras.
  • A mudança chegou às vésperas das eleições, e consumidores perceberam que compras anteriormente acessíveis ficaram mais caras.
  • O tema ganha contours globais, com Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Austrália revisando regras para compras internacionais de pequeno valor e cobrando impostos de plataformas digitais em alguns casos.
  • A crise de comunicação em torno do assunto ampliou o desgaste político do governo junto aos eleitores, segundo a cobertura da Duquesa de Tax.

A chamada “taxa das blusinhas” ganhou contornos políticos ao impactar compras internacionais de baixo valor realizadas pela internet, recuando o custo de itens populares como roupas, acessórios e itens para casa. A medida atingiu consumidores de renda mais baixa e alimentou a percepção de que o governo diria nascer para taxar os mais ricos, mas acabou encarecendo o consumo popular.

A presidente do governo, diante da repercussão, editou a Medida Provisória 1357, autorizando o Ministério da Fazenda a reduzir a zero o imposto de importação para remessas de até US$ 50. Mesmo com a mudança, o ICMS estadual continua incidindo sobre as compras. A discussão envolve regras de comércio exterior, fiscalização e competição com o varejo doméstico, refletindo tensões entre arrecadação e preços para o consumidor.

No plano internacional, Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Austrália revisam regras para pequenas remessas, diante do crescimento de plataformas asiáticas de comércio. Em muitos casos, governos passaram a cobrar impostos diretamente das plataformas digitais, buscando facilitar a fiscalização e evitar concorrência desigual com empresas locais.

Especialistas destacam o desafio de equilibrar arrecadação, proteção ao varejo nacional e manutenção de preços acessíveis. No Brasil, a crise de comunicação em torno da expressão popularizou o desgaste do governo entre eleitores, especialmente próximo de período eleitoral. A situação também reacende debates sobre tributação de plataformas e impacto na inflação de consumo popular.

Programa e fontes

A colunista Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, explicou o dilema na edição desta semana do programa Não vou passar raiva sozinha, do Estadão. Segundo ela, a discussão envolve regras de comércio exterior e fiscalização, mas para o consumidor o efeito é o aumento de custo em uma compra antes acessível.

O conteúdo também aponta que a mudança não absolve a cobrança de impostos locais e que o governo mantém, após a MPs, a cobrança de ICMS sobre as remessas. O debate segue sob foco de analistas e do público, com impactos ainda a serem avaliados na prática de consumo online.

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