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60% dos brasileiros que pretendem gastar na Copa estão inadimplentes

Com a Copa de 2026, 60% dos brasileiros pretendem gastar, enquanto 61% possuem dívidas em atraso e 70% estão com nome sujo

Imagem: Luiza Sá/UOL
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  • Sessenta por cento dos brasileiros pretendem gastar com produtos ou serviços para a Copa de 2026, com cerca de 99,2 milhões de pessoas aguardando compras.
  • Entre os que vão gastar, sessenta e um por cento têm dívidas em atraso, e setenta por cento estão com o nome sujo.
  • O gasto médio por consumidor é de R$ 619; para as classes A e B, fica em R$ 784.
  • Quase noventa por cento preferem comprar em lojas físicas, sendo setenta por cento em supermercados e trinta e três por cento em lojas de bairro; oitenta e sete por cento pretendem fazer compras pela internet.
  • Os itens mais buscados incluem camisas oficiais e adereços temáticos; delivery aparece entre os serviços que ganham fôlego, com sessenta e um por cento.

Durante a Copa do Mundo de 2026, o varejo brasileiro deve sentir o impacto de uma forte demanda, com quase 99,2 milhões de pessoas previstas para consumir. Entre esse grupo, 60% planejam gastar com produtos ou serviços ligados ao Mundial, segundo pesquisa da CNDL e SPC Brasil em parceria com a Offerwise Pesquisas.

O estudo mostra ainda que 61% dos pretendentes às compras possuem dívidas em atraso, e 70% estão com o nome negativado. O gasto médio por consumidor foi estimado em R$ 619, com a classificação de renda A/B elevando o patamar para R$ 784. A maior parte das compras deve ocorrer em lojas físicas.

Os itens mais buscados são camisas oficiais, itens temáticos e adereços, ao lado de compras em supermercados e lojas de bairro. Na prática, 89% dos respondentes devem levar suas compras às lojas presenciais, enquanto 67% pretendem comprar pela internet.

Mudanças no consumo durante o Mundial

A pesquisa aponta que 61% dos que vão às compras pretendem adquirir serviços ou produtos para acompanhar os jogos. O delivery ganha fôlego entre 61% e o fluxo de bares e restaurantes chega a 39%, com critérios como preço de comidas, qualidade e ambiente influenciando as escolhas.

A expectativa é de que 97% assistam as partidas em grupo, com familiares (77%) e amigos (60%) como principais companhias. Apenas 3% declararam pretender ver os jogos sozinhos.

Apostas e impactos financeiros

Entre 41% dos consumidores, as apostas em plataformas esportivas aparecem como prática comum, com maior incidência entre homens e nas classes A/B. Dentre os endividados, 74% veem as apostas como forma de quitar dívidas, havendo 31% que pretendem usar essa estratégia com mais afinco.

Caso haja ganho, 39% dos apostadores pretendem reinvestir o dinheiro nas bets. Outros avaliam gastar com lazer (36%), bens duráveis (34%) ou quitar débitos (34%).

SPC Brasil reforça a necessidade de cautela. A instituição alerta para o aumento do risco financeiro, destacando que a aposta pode ser encarada como saída para quitar dívidas por uma parcela da população.

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