Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

A expansão da influência de Vorcaro em questões ambientais

PF investiga ligações da família Vorcaro com créditos de carbono e emenda que favorece o mercado, envolvendo Golden Green e Global Carbon

Vorcaro expõe como “finanças verdes” e créditos de carbono podem virar terreno fértil para fraude, lobby e especulação. (Foto: Imagem criada utilizando Chatgpt/Gazeta do Povo)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Folha de S. Paulo apontou que Henrique Moura Vorcaro e Natália Vorcaro Zettel tramaram um esquema com créditos de carbono via Reag Investimentos e o Master, envolvendo as empresas Global Carbon e Golden Green.
  • Eles teriam adquirido 80% dos direitos de negócios de carbono de uma Fazenda Floresta Amazônica em Apuí, no Amazonas, de 143.900 hectares, área da União destinada à reforma agrária.
  • Um relatório técnico estimou o estoque de carbono dessa propriedade em 169 milhões de toneladas de CO₂, usando método não aplicado anteriormente no mercado.
  • A PF investiga emenda à Lei 15.042/2024 que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), com potenciais impactos para o setor; o deputado Hugo Motta é citado, e a CNseg questiona a medida.
  • Também está em pauta o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), que pode criar um Fundo Verde via BNDES; as empresas Golden Green e Global Carbon teriam vínculos com fundos da rede Vorcaro, enquanto a Reag foi liquidada pelo Banco Central por suspeita de fraude.

Duas frentes de atuação dos Vorcaro: negócios controversos e influência sobre a regulação. A imprensa aponta que o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, estaria ligado a operações envolvendo créditos de carbono e a chamada transição energética, marcadas por supostos ganhos rápidas com estruturas financeiras complexas.

Segundo apurações, Henrique Moura Vorcaro (pai) e Natália Bueno Vorcaro Zettel (filha), associadas à Alliance Participações, compraram 80% dos direitos de negócios de carbono de uma Fazenda Florestal na Amazônia, em Apuí (AM). O negócio visou créditos de carbono com base em uma área de 143.900 hectares que pertence à União.

A área, que estaria destinada a ações de reforma agrária, teve seus créditos avaliados por meio de um relatório técnico de 169 milhões de toneladas de CO2, elaborado por Iraê Guerrini, da Unesp. A metodologia utilizada gerou questionamentos entre especialistas e autoridades sobre a validade da mensuração.

Os investimentos teriam sido feitos via fundos sob controle da Global Carbon e da Golden Green, empresas apontadas pela PF como parte de uma rede vinculada aos Vorcaro. A Reag Investimentos, liquidada pelo Banco Central, seria a administradora de parte dos recursos usados no ecossistema.

Operações investigadas pela PF remontam à Operação Carbono Oculto, de 2025, que apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC com fundos da Reag. As apurações indicam que as atividades envolvem fluxos entre fundos e empresas para ocultar a origem dos recursos.

Mudanças legislativas relacionadas

A PF aponta também a atuação sobre a lei que instituiu o SBCE, com emenda que teria sido apresentada pelo deputado Hugo Motta. A emenda, incorporada ao texto final, exigiria investimentos obrigatórios de 0,5% de reservas de determinadas instituições em créditos de carbono ou fundos vinculados.

Segundo a investigação, a Golden Green tería recebido recursos de fundos cuja origem estaria na estrutura ligada ao Banco Master. A Global Carbon também participaria do ecossistema, com investimentos de fundos administrados pela Reag, já alvo de investigação.

A CNseg contestou judicialmente a dispositivo, pedindo a suspensão imediata, argumentando impacto de até bilhões de reais por ano no mercado de carbono. Outro projeto, o Paten, prevê um Fundo Verde gerido pelo BNDES para financiar transição energética.

Perspectivas sobre o setor

Após as mudanças, entidades do setor discutem se os créditos podem ser usados como garantia para linhas de financiamento, o que ampliaria o papel de créditos de carbono no sistema financeiro. Investidores e reguladores avaliam riscos de manipulação de mercado e de mensuração de ativos.

As investigações destacam a complexidade de estruturas de fundos e a possível relação entre interesses financeiros e minuta de leis. Em meio a esses relatos, autoridades ressaltam a necessidade de apurar denúncias com rigor técnico e transparência.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais