- O tempo entre a autorização pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e o financiamento em Espanha caiu de 616 para 537 dias, ainda bem acima do prazo máximo de 180 dias da diretiva europeia.
- Apenas 8% dos medicamentos recebem luz verde para financiamento em até 180 dias.
- Entre 2021 e 2024, a União Europeia autorizou 168 novos medicamentos; Espanha financiou 116 a princípios de 2026, correspondendo a 69% do total.
- A disponibilidade média de medicamentos na Espanha é de 45%, com grandes variações entre países (Alemanha: 93%; Turquia: 5%); a Espanha ocupa o quinto lugar.
- O relatório aponta que 53% dos fármacos financiados pela Espanha têm restrições de indicação.
O tempo de acesso a novos medicamentos em Espanha caiu para 537 dias, conforme o Informe Indicadores WAIT 2025. O dado mostra avanço, mas permanece acima do prazo máximo da diretiva europeia, de 180 dias, e apenas 8% dos fármacos obtêm financiamento nesse intervalo.
Entre 2021 e 2024, a UE autorizou 168 novos medicamentos. Espanha financiou 116 deles até início de 2026, o que representa 69% do total, ligeiramente abaixo do 71% do relatório anterior.
A disponibilidade média dos medicamentos na Europa fica em 45%. Há variação entre países, indo de 93% na Alemanha a 5% em alguns da região dos Balcãs. Espanha ocupa a quinta posição nesse ranking.
Desafios de acesso e restrições
O estudo aponta que 53% dos fármacos financiados chegam com restrições de indicação. Assim, apenas 47% estão disponíveis sem limitações.
A demora e as regras de acesso continuam a impactar a previsibilidade da entrada de inovações, segundo fontes do setor farmacêutico. Atrasos podem afetar investimentos em pesquisas clínicas.
Em um cenário de competitividade global, a previsibilidade regulatória é considerada crucial para decisões de lançamento. Processos longos ou pouco transparentes dificultam a disponibilidade precoce.
Propostas e caminhos para acelerar
Especialistas sugerem financiamento condicionado a planos de geração de evidência e acordos por resultados. Reavaliações com regras claras também são propostas para reduzir incertezas.
A digitalização e o uso de dados em vida real são apontados como ferramentas para reduzir carga administrativa. Menos registros ad hoc podem permitir acesso mais rápido aos pacientes.
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