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BC admite risco à fiscalização do sistema financeiro pela falta de tecnologia

Banco Central admite falta de recursos para tecnologia e pessoal, colocando em risco a fiscalização do sistema financeiro em meio ao caso Master

Banco Central perdeu mais de mil servidores
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que a autoridade não tem recursos para contratar tecnologia adequada nem aumentar o número de servidores, o que pode comprometer a fiscalização.
  • Em audiência no Senado, ele destacou a necessidade de recompor e remunerar equipes que trabalham de madrugada e nos fins de semana e a adoção de gestão de riscos diante do orçamento curto.
  • Galípolo afirmou que a legislação brasileira é defasada frente a outros países e que o sistema é mais complexo, mas com menos recursos, além de mencionar a divisão entre o orçamento monetário e o fiscal.
  • A justificativa para tecnologia é a supervisão e o andamento do banco, com a sugestão de criar um sistema próprio baseado em inteligência artificial, similar ao observado em outros países.
  • No Caso Master, houve afastamento de servidores ligados ao esquema; o BC registra perdas de ao menos 1,3 mil servidores nos últimos dez anos, com 100 na supervisão próximos da aposentadoria, e foram citados Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, apontados como prestadores de consultoria ao Master.

O Banco Central reconheceu risco à fiscalização do sistema financeiro devido à deficiência de recursos para tecnologia e pessoal. A afirmação ocorreu durante audiência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado nesta terça-feira (19).

O presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, afirmou que não há orçamento suficiente para contratar novas tecnologias nem ampliar o quadro de servidores. A falha pode comprometer a supervisão de operações complexas no território nacional.

Galípolo explicou que, com o cobertor financeiro curto, o BC precisará priorizar o que cobre na supervisão e começar a gerir riscos de forma mais criteriosa. Alega ainda defasagem da legislação brasileira frente a outros países.

Defasagem e organização orçamentária

Segundo o presidente, o Brasil apresenta um sistema orçamentário peculiar, com orçamento monetário e orçamento fiscal misturados. Descrito como inédito, o arranjo dificulta aquisições de inovação e a manutenção de tecnologia.

Ele ressaltou que a necessidade de um sistema próprio, baseado em inteligência artificial, é maior para a supervisão do sistema financeiro. A comparação com práticas internacionais foi mencionada para justificar o pleito por recursos.

Caso Master e impactos

Na mesma sessão, Galípolo tratou do afastamento de servidores vinculados a um esquema de fraude envolvendo o Banco Master. O episódio é considerado entre os mais graves na história do BC, segundo o presidente.

Dados do BC indicam perda de ao menos 1,3 mil servidores nos últimos 10 anos, com 100 profissionais da área de supervisão próximos da aposentadoria. O quadro aumenta a pressão por reforços.

Dois investigadores são apontados como envolvidos em consultoria e orientações estratégicas ao Master. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana são suspeitos de assessorarem Vorcaro na condução de processos administrativos regulatórios.

Conforme investigações, Paulo Sérgio mantinha consultoria informal com Vorcaro, orientando sobre estratégias em reuniões com dirigentes do BC. Belline, por sua vez, discutiu a situação regulatória do Master e participou de tratativas institucionais.

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