- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o mandato da instituição é reduzir danos e não ser um palanque punitivo ao comentar o caso Master.
- Segundo ele, foram liquidadas treze instituições financeiras de 2025 para cá, recorde.
- Galípolo afirmou que o Master é um “banco da terceira divisão” e não apresenta risco sistêmico.
- Dois servidores do BC afastados no caso Master participavam de reuniões; houve auditoria e sindicância, com decisões encaminhadas à Controladoria Geral da União.
- O presidente afirmou que não pode divulgar informações adicionais sobre investigações em curso e sugeriu que o Senado discuta a autonomia do BC para fortalecer a governança.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que o mandato da instituição é reduzir danos no caso Master e não transformar a atuação do BC em um palanque punitivo. Em audiência na CAE, ele disse que liquidar uma instituição não é punir gestores.
Segundo Galípolo, já foram liquidadas 13 instituições financeiras de 2025 até agora, um recorde. Ele avaliou que o Master é “um banco da terceira divisão” e não representa risco sistêmico ao sistema financeiro.
Além disso, o presidente explicou que, no BC, houve instrução de auditoria e sindicância para apurar possíveis atos de dolo. Dois servidores foram afastados e respondem à CGU; as investigações continuam sem divulgação de sigilos telemáticos.
Situação do Master e apurações internas
Galípolo afirmou que a sindicância não tem poder para quebrar sigilos, mas indicou relações contratuais e pagamentos de vantagens aos investigados. O BC não pode divulgar informações adicionais sobre investigações em curso.
O ministro destacou que, no caso, havia controvérsia sobre a atuação de terceiros, com entidades classificando o Master de injustiçado em parte do período. Ele disse ainda que a operação do Banco Voiter, em julho de 2025, não foi autorização de funcionamento, e sim troca de controle.
O presidente concluiu apontando que, para fortalecer a governança do BC, o Senado deveria avançar no debate sobre autonomia da instituição e competências.
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