- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reconheceu que a taxa de juros do Brasil é sistematicamente mais alta que a de países pares.
- A Selic está em 14,5% ao ano, o menor nível após uma sequência de altas.
- Segundo Galípolo, as taxas mais altas são justificadas pelo baixo desemprego e pela economia aquecida.
- Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, ele afirmou que as decisões podem soar como excessivamente conservadoras.
- Em seis anos, apenas em 2020 e 2023 não foram cumpridas as metas da política monetária; ele sugeriu que o BC poderia ter sido ainda mais conservador para cumprir a meta.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reconheceu nesta terça-feira 19 que a taxa de juros do Brasil está sistematicamente acima da de países pares. A declaração ocorreu durante audiência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília. O recorte atual aponta a Selic em 14,5% ao ano, o menor patamar desde o ciclo de altas anteriores.
Segundo Galípolo, as escolhas de política monetária podem transmitir a impressão de uma postura excessivamente conservadora. Ainda assim, ele indicou que, olhando o resultado desde 2018, apenas em 2020 e 2023 as metas não foram atingidas, sugerindo que o BC poderia ter adotado um nível ainda mais elevado da taxa para cumprir as metas.
O presidente do BC destacou que o país enfrenta condições distintas em comparação com outras nações. Ele atribuiu as taxas historicamente altas ao baixo desemprego e a uma economia aquecida, justificando a necessidade de esforço maior na política monetária para alcançar o mesmo efeito observado em outros lugares.
O que é a Selic
A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA, o índice oficial de inflação. Taxas mais altas elevam juros de financiamentos, empréstimos e cartões, reduzindo consumo e produção. Assim, o aperto monetário busca conter a inflação sem abortar o crescimento econômico.
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