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Cinco principais aprendizados do VieVinum

VieVinum 2026 destaca Canadá como marco de exportação austríaca, com crescimento de 517% em seis anos, reforçando o apelo de vinhos de clima frio

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  • VieVinum 2026 aconteceu no Hofburg, em Viena, reunindo mais de mil visitantes entre produtores e locais.
  • Canadá registrou crescimento de cinqentos e dezessete por cento no valor das exportações de vinho austríano, chegando a € 15,4 milhões em 2025.
  • ÖTW destacou a origem como conceito central, lançou novo site e anunciou a aposentadoria do presidente Michael Moosbrugger, com substituição prevista para setembro.
  • Pinot Noir continua ganhando relevância na Áustria, com destaque para Pinot Blanc e Pinot Gris; FX Pichler apresentou seu primeiro Pinot Noir.
  • A feira promoveu o “United Nations of Blaufränkisch”, reunindo várias expressões da variedade de diferentes países e regiões.

Last weekend, mais de 1.000 visitantes internacionais estiveram no Hofburg Palace, em Viena, para a VieVinum 2026. O evento reuniu produtores austríacos e moradores locais para discutir as principais tendências do vinho na região.

Entre os temas em destaque, destacam-se o desempenho de exportação para Canadá, a diversidade de estilos na Áustria, a liderança de produtores tradicionais, a importância do Pinot Noir e a participação internacional que marcou a edição. A coletiva de imprensa enfatizou dados de mercado e projetos futuros.

Exportações em Alta: Canadá lidera crescimento de 517%

Chris Yorke, CEO da Austrian Wine Marketing Board, apontou o Canadá como exemplo de expansão, com crescimento de 517% em seis anos. Em 2025, as exportações para o país chegaram a €15,4 milhões, ainda com Canadá em sétimo lugar entre os mercados. Alemanha segue como principal destino.

Yorke destacou que a criação de uma área categorizada própria para Austria em lojas canadianas, em abril, elevou a visibilidade da Wine Austria. O Reino Unido permanece relevante, apesar de Brexit, pela influência de formadores de opinião e pelo volume de negócios.

Variedade e estilo: uma dualidade desejada

Conceitos de terroir convivem com rótulos de apelo fácil. A família Netzl, em Carnuntum, exemplifica essa tensão entre vinhos de origem e linhas de produto com identidade própria, como Christina Netzl. A linha Christina é apresentada como mais acessível e jovem, enquanto os vinhos de vinhedos próprios enfatizam origem.

Importadores finlandeses e japoneses já passaram a importar também os vinhos de origem, sinalizando a evolução do portfólio para além do segmento inicial Christina.

ÖTW e a narrativa da origem

A Österreichischer Traditionsweingüter (ÖTW) utilizou a VieVinum para reforçar a origem como valor central. O presidente Michael Moosbrugger e o diretor Michael Tischler-Zimmerman destacaram a educação, a visibilidade internacional e o desenvolvimento de uma legislação atualizada para reconhecer estilos regionais.

O Summit de Single Vineyard, com mais de 600 vinhos, e a atualização do portal institucional visam ampliar o diálogo com governos e mercados estrangeiros. Moosbrugger também confirmou a aposentadoria após três décadas de atuação.

Pinot Noir e família Pinot no país

Embora a produção de Pinot Noir ainda seja menor que outras variedades profundas da Áustria, a qualidade de Pinot Blanc e Pinot Gris também recebeu atenção significativa. Regiões como Steiermark e Burgenland mostraram exemplos de vinhos brancos com destaque para Pinot, enquanto a Württemberg de Viena evidencia o uso do Pinot em blends locais.

No Thermenregion, o project “Beere for Beere” da Weingut Hartl ganhou visibilidade pela técnica de maceração carbônica para manter notas frutadas. Já a Wachau viu FX Pichler revelar pela primeira vez um Pinot Noir, marcando a estreia da uva vermelha na casa.

Além da Áustria: a diversidade de Blaufränkisch

A musicalidade de Blaufränkisch ganhou projeção com a ideia de um “United Nations” da variedade. Encontros em estilo bar reuniram produtores de diferentes países, incluindo Hungria, Alemanha, Itália, Polônia, Romênia, República Tcheca, Eslovênia e Eslováquia.

A presença de especialistas de Plenér, na República Tcheca, destacou a ligação entre solos calcários e a variedade, além do histórico de Blaufränkisch na região de Pálava. A troca de experiências sinalizou também o esforço de rebranding da bebida entre o público local.

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