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Cofundador da Dengo diz que é preciso ser ousado para inovar hoje

CEOs mantêm coerência: inteligência artificial no Einstein Hospital com 130 algoritmos avança, enquanto empresas pivoteiam após perdas de clientes

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  • Durante o São Paulo Innovation Week, CEOs falaram de inovação e como ideias simples, escolhas desconfortáveis e coragem costumam impulsioná-la; Estevan Santorelli, cofundador da Dengo, destacou o foco em cacau premium frente a grandes players da indústria.
  • No Einstein Hospital, a adoção da inteligência artificial avançou com 130 algoritmos que auxiliam a prática médica, com foco em inteligência aumentada para ampliar a capacidade resolutiva dos profissionais.
  • A Dengo manteve a qualidade mesmo diante da alta histórica do cacau; em 2023, o cacau encerrou o ano em torno de US$ 4 mil por tonelada na bolsa de Nova York.
  • Nos últimos doze meses, os preços de bombons e ovos de chocolate subiram 16,7%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE).
  • Liderança e coerência foram temas-chave: Joca Oliveira, da Unico Skill, pivotou após perder o iFood; já Santorelli alertou que liderança carreira e interesses pessoais prejudicam o negócio, reforçando o papel da alta gestão no apoio à inovação.

A inovação ganhou visibilidade no evento São Paulo Innovation Week, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos. Painéis reuniram CEOs para falar sobre como transformar ideias simples em propostas de alto impacto, mesmo diante de resistências e crises.

Entre os palestrantes, Estevan Santorelli, cofundador da Dengo, contou como a empresa surgiu ao apostar em cacau premium, promovendo mudanças em um mercado dominado por gigantes. O objetivo era oferecer cacau remunerado ao produtor e chocolate mais saudável ao consumidor.

Na prática, a discussão revelou que inovar envolve escolhas desconfortáveis e decisões impopulares, sem abrir mão da coerência. O evento, que ocorre até sexta-feira, reúne mais de 2 mil palestrantes nacionais e internacionais de áreas diversas.

Inovação na saúde e uso de IA

No Einstein Hospital, a adoção de inteligência artificial foi ampliada para 130 algoritmos que apoiam médicos no dia a dia. A gestão, liderada pelo presidente Sidney Klajner, manteve o foco na melhoria de processos com participação clínica.

Conhecimentos sobre IA gerativa apontam que a solução visa ampliar a capacidade resolutiva dos médicos, não substituir profissionais. Pesquisas citadas indicam que consultas com IA podem ter menor eficácia que buscas no Google, por isso a instituição busca equilíbrio entre tecnologia e prática clínica.

Sidney Klajner relembrou uma conversa com Bill Gates sobre o futuro do médico, defendendo que a tecnologia pode ampliar o papel do profissional, em vez de substituí-lo. A visão é de que a IA atua como apoio, mantendo o paciente no centro do cuidado.

Liderança e resiliência

Joca Oliveira, CEO da Unico Skill, destacou que abandonar negócios lucrativos pode acelerar inovações. A empresa perdeu o iFood como cliente, o que forçou a pivô de produtos. Hoje, a nova linha mostra resultados positivos e o cliente retorna.

Santorelli ressaltou que crises, como a pandemia e a alta do preço do cacau, não devem afastar a qualidade. A companhia manteve formulações consistentes e ingredientes de padrão, mesmo diante de pressões de custo. A resiliência ficou associada à coerência.

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