- A Weleda, fundada em 1921 na Suíça, mantém no Brasil um jardim biodinâmico em São Roque (a cerca de setenta quilômetros de São Paulo) que abastece seus medicamentos antroposóficos com Bryophyllum; desde 2024, cinco toneladas do ativo saem do jardim para a matriz na Suíça.
- Em 2025, a empresa registra vendas globais de 484,6 milhões de euros (cerca de R$ 2,85 bilhões), com crescimento de 7,3% frente ao ano anterior, mantendo a sustentabilidade como pilar central do negócio.
- A estratégia ESG avança: 81% das matérias-primas são orgânicas, 77% das embalagens primárias são de material reciclado, e 97% da eletricidade vem de fontes renováveis nas operações próprias; além disso, mais de 95% dos cosméticos possuem certificação natural, e 97% dos resíduos no Brasil são reaproveitados.
- A empresa é certificada como B-Corp, com 120,66 pontos, e integra a B Corp Beauty Coalition, buscando elevar padrões socioambientais no setor; para o ciclo 2026–2030, há metas de neutralidade de carbono até 2040 (escopos 1 e 2) e até 2050 (escopo 3).
- A liderança feminina está em foco, com meta de mais de sessenta por cento de mulheres em cargos de liderança; a CEO Maria Cláudia Pontes ressalta que ESG não é custo, mas base para crescimento responsável e rentável.
A Weleda, empresa centenária de cosméticos e medicamentos naturais, mantém no interior de São Paulo um jardim biodinâmico em São Roque. O cultivo de plantas alimenta a linha de produtos da marca e abastece a sede suíça da empresa, configurando uma cadeia que conecta solo, ingrediente e resultado final.
Em 2025, a companhia registrou vendas globais de 484,6 milhões de euros, cerca de 2,85 bilhões de reais, com alta de 7,3% ante o ano anterior. O crescimento ocorreu sem abrir mão do foco em sustentabilidade, que a empresa define como parte do DNA desde a fundação, em 1921.
O jardim de São Roque funciona com técnicas que respeitam ciclos naturais e evitam agrotóxicos. O ativo Bryophyllum produzido ali passou a atender também à matriz suíça desde 2024, totalizando cinco toneladas exportadas. A prática integra a estratégia de ampliar ingredientes orgânicos e biodinâmicos.
Avanços em sustentabilidade e governança
Globalmente, a Weleda atingiu 81% de matérias-primas orgânicas em 2025, com meta de acima de 80%. O uso de ingredientes biodinâmicos corresponde a 7% do mix, e 77% das embalagens primárias de cosméticos são recicladas. A eletricidade das operações vem em 97% de fontes renováveis.
Mais de 95% dos cosméticos possuem certificação nos padrões naturais mais exigentes. No Brasil, 97% dos resíduos são reaproveitados por compostagem, reciclagem ou recuperação. A Weleda mantém a certificação B Corp, com 120,66 pontos em avaliação recente, e integra a B Corp Beauty Coalition para elevar padrões do setor.
O plano 2026-2030 busca ampliar embalagens de menor impacto, ampliar a circularidade, fortalecer logística reversa, reutilizar água e tratar efluentes. As metas incluem neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até 2040 e até 2050 no escopo 3, envolvendo fornecedores.
Liderança e impacto social
Além do viés ambiental, a agenda social prioriza bem-estar, saúde emocional e diversidade. A meta é ter mais de 60% de liderança feminina. Maria Cláudia Pontes, CEO no Brasil desde 2016, atua também na América Latina e participa de iniciativas para apoiar mulheres no setor farmacêutico.
A gestão destaca que o impacto precisa ultrapassar as paredes da empresa, gerando valor social conectado aos territórios de atuação. O objetivo é manter o propósito centrado na terra, nas pessoas e no crescimento responsável.
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