- Crescimento de golpes em que criminosos se passam por gerentes de bancos, com o percentual de brasileiros alvo subindo de 33% (setembro de 2024) para 38%.
- O golpe usa spoofing (falsificação de chamadas) para parecer legítimo, com a vítima recebendo contatos que usam dados reais para induzir cliques em links, escaneamento de QR Codes ou transferências via Pix.
- Um caso citado envolve a escritora e jornalista Claudia Castelo Branco, que perdeu R$ 20,5 mil em uma única tarde.
- Sinais de alerta: pedido de transferência para “proteger” o dinheiro, instalação de aplicativo de acesso remoto, urgência extrema e instrução para não desligar o telefone, além de solicitar senha, token ou código por SMS.
- Medidas de segurança: o banco não deve negar responsabilidade alegando culpa do usuário; acione o mecanismo especial de devolução do Pix (Med), registre boletim de ocorrência e reúna provas; a jurisprudência aponta que o risco da atividade bancária é do banco.
Fraudes em que criminosos se passam por gerentes ou funcionários de bancos têm aumentado no Brasil, provocando prejuízos para correntistas. Dados da Febraban indicam elevação do índice de pessoas atingidas, de 33% em set/2024 para 38%.
O golpe do falso gerente é técnico e persuasivo. Os criminals utilizam spoofing para parecerem da central, entram em contato por WhatsApp ou telefone e usam informações reais da vítima para ganhar credibilidade. Ao instruírem acessos, guiam a vítima a transferir dinheiro via Pix ou a contratar empréstimos.
Um caso citado pela advogada Brunna Vecchi mostra a gravidade: uma escritora perdeu 20,5 mil em uma tarde. O golpe combina tecnologia e manipulação psicológica para manter a vítima em dúvida até a conclusão da fraude.
Como funciona o golpe
O contato engana pela paridade do número exibido e pela identificação do interlocutor como gerente ou supervisor de fraudes. O golpista vende urgência, alegando operações atípicas ou invasão de conta, usando dados da vítima para reforçar a ilusão.
A vítima recebe instruções para realocar recursos ou confirmar transações com o banco. O controle da sequência de cliques e senhas costuma durar a ligação, dificultando a percepção do golpe. Valores são rapidamente fracionados em várias contas.
Sinais de alerta
- Pedido de transferência para “proteger” o dinheiro
- Solicitação de instalação de acesso remoto
- Urgência extrema e orientação para não consultar terceiros
- Pedido de senha, token ou código recebido por SMS
Esses indícios são reconhecidos por profissionais como fatores de risco, e não fazem parte de protocolos de instituições sérias.
O que fazer se ocorrer
O correntista deve acionar o banco imediatamente pelos canais oficiais e pedir o MED, mecanismo de devolução de valores transferidos em fraude, dentro do prazo regulatório. Também é essencial registrar boletim de ocorrência e reunir provas (extratos, mensagens, registros de ligação).
Segundo a advogada Brunna Vecchi, o banco não pode negar responsabilidade alegando culpa do consumidor quando há spoofing do próprio número da instituição. A jurisprudência aponta que o risco da atividade bancária recai sobre o banco.
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