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Crise da Azzas avança: entre hype de celebridades e cisão incerta

Disputa entre Birman e Jatahy avança à arbitragem; ações caem 60% desde a fusão e cisão é avaliada, enquanto a FARM sustenta o crescimento do grupo

Meryl Streep na pré-estreia do filme 'O Diabo Veste Prada 2' em Xangai
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  • Azzas, gigante brasileira da moda, vive crise interna enquanto celebridades aparecem em campanhas, como Sarah Jessica Parker e Justin Bieber, e ações caem 60% desde a fusão de 2024.
  • A empresa enfrenta alta rotatividade de executivos, com pelo menos nove saídas nos dois últimos anos, e tensão pública entre os co‑líderes Alexandre Birman e Roberto Jatahy.
  • Birman e Jatahy estudam uma possível cisão da companhia, com a Azzas contratando o Itaú para avaliar a separação, segundo o jornal O Globo.
  • O processo entre os dois já está em arbitragem e pode durar meses, sem garantia de solução rápida; analistas veem a cisão como possível caminho para recuperar valor.
  • No desempenho, a divisão de sapatos e bolsas caiu 6,9% na receita no último trimestre, e a unidade de básicos caiu 19%, com o lucro líquido caindo 67% no consolidado; a marca FARM Rio aparece como estrela com crescimento internacional de 17%.

Azzas 2154 enfrenta turbulência interna enquanto a imagem pública da marca atrai celebridades. Sarah Jessica Parker integra a campanha de inverno, Meryl Streep apareceu na estreia de O Diabo Veste Prada 2 usando Scarpin preto, e Justin Bieber foi visto com jaqueta puff da empresa. Porém, nos bastidores, a gestão do grupo passa por um momento de tensão.

As ações da empresa despencaram cerca de 60% desde a fusão de 2024 entre Arezzo e o Grupo de Moda Soma, que criou a Azzas. Vendas de várias marcas permanecem estagnadas e a alta administração registra rotatividade, com pelo menos nove executivos deixados nos últimos dois anos.

Conflito entre liderança e possível cisão

A principal crise envolve o embate entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy, que já resultou em disputa judicial sobre a condução dos negócios. A tensão levou investidores a considerar a separação da empresa, com a Azzas contratando o Itaú para avaliar uma cisão, segundo o jornal O Globo.

A Azzas afirmou estar surpresa com uma ação relacionada a uma marca masculina, liderada por Jatahy, e informou que decisões desse tipo cabem ao CEO Birman. Representantes de Birman não comentaram o tema.

Desempenho financeiro e perspectivas de governança

A corrente de mudanças na gestão impacta o desempenho recente. No último trimestre, a divisão de sapatos e bolsas registrou queda de 6,9% na receita, enquanto a unidade de básicos teve recuo de 19%. O lucro líquido consolidado caiu 67%.

Para analistas, a disputa de governança pode influenciar o futuro do grupo. Um deles aponta que a separação pode gerar valor ao grupo, dadas as incertezas de governança. O papel da Azzas mantém recomendações variadas entre títulos de compra e neutra.

Destaques positivos e foco institucional

Entre os pontos positivos, destaca-se a FARM Rio, marca supervisionada por Jatahy, que teve crescimento de 17% nas vendas internacionais no último ano. A marca é apontada como a principal geradora de expansão do grupo, com desempenho de crescimento em dólar.

Segundo analistas, o caminho mais provável envolve capitalização ou cisão de determinadas marcas com maior potencial de crescimento, como a FARM, em meio ao cenário econômico brasileiro com juros de dois dígitos. A administração segue em processo de negociação interna e jurídica.

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