- A Deville, rede hoteleira criada por uma família do Paraná, abriu o The Westin São Paulo, no Itaim Bibi, investimento de R$ 240 milhões, inaugurado em 2025.
- O grupo, que começou no Paraná com hotéis na capital e em cidades como Cuiabá e Campo Grande, mira expansão para Rio de Janeiro, Brasília e outros pontos de São Paulo.
- O Westin São Paulo atrai mais de 70% de hóspedes vindos do exterior, com foco em clientes corporativos e contratos globais.
- A rede opera em modelo asset heavy, criando e possuindo os imóveis e gerindo os hotéis, o que exige maior capital e resulta em expansão mais lenta.
- Para 2026, a Deville projeta faturamento de R$ 423 milhões e prevê manter o Westin em São Paulo, reformar hotéis existentes e explorar novas praças.
O The Westin São Paulo, primeira unidade da Deville na capital, abriu no Itaim Bibi, integrado ao complexo JK na avenida Juscelino Kubitschek. O investimento total foi de cerca de R$ 240 milhões, com foco em atender público corporativo e hóspedes internacionais. A operação faz parte da estratégia de expansão da rede.
A Deville, criada por uma família do café no Paraná, conquistou seu primeiro hotel em São Paulo após fechar 2025 com faturamento de R$ 345 milhões, alta de 32% frente a 2024. A marca Westin, da Marriott, passa a integrar o portfólio da empresa na capital paulista, ampliando o peso de marcas internacionais.
The Westin São Paulo: detalhes da operação
O novo hotel fica no JK, Itaim Bibi, com inauguração ocorrida após a compra do prédio em 2019, ainda em construção, em preço fechado. Segundo Jayme Canet Neto, CEO da Deville, a escolha pela marca Westin visa atrair hóspedes estrangeiros e contratos globais.
Mais de 70% dos hóspedes da unidade vêm do exterior, segundo a diretoria. A ocupação da propriedade permanece estável, mas a diária tende a responder pela demanda internacional. O empreendimento integra um portfólio que já inclui o Marriott São Paulo Airport, em Guarulhos.
Modelo de operação da Deville
A Deville mantém um modelo asset heavy, em que a empresa é dona dos imóveis e também opera os hotéis. Esse caminho demanda mais capital, mas oferece maior controle sobre reformas e padrões. Em contraste, o modelo asset light depende de gestão ou franquias.
A rede investe para atualizar prédios sem mudar o uso dos imóveis. Em 2025, foram destinados R$ 18 milhões a retrofit em unidades como Cuiabá, Maringá e Campo Grande. Em 2026, prevê-se R$ 16 milhões em Guarulhos, Porto Alegre e Salvador, mais R$ 10 milhões em Curitiba.
Estrutura de hotéis e atividades
Os hotéis da Deville são de serviço completo, com quartos, restaurantes, eventos e bares. Em 2025, o segmento de eventos corporativos cresceu 28% na rede, puxado por unidades em Campo Grande, Cuiabá, Porto Alegre, Salvador e Guarulhos.
A área de alimentos e bebidas é considerada um dos setores mais desafiadores, com margens menores. A empresa mantém a operação integrada para atender hóspedes hospedados e frequentadores do entorno, especialmente no Westin, com foco em bem-estar, sono e espaços de convivência.
Planos para 2026 e foco geográfico
A Deville prevê faturamento de R$ 423 milhões em 2026 e mira novas praças, como Rio de Janeiro e Brasília, além de fortalecer operações já existentes. O Westin São Paulo busca consolidar a presença no Itaim Bibi e ampliar a rede em destinos estratégicos do país.
O grupo mantém o foco na cidade de São Paulo, mas avalia oportunidades em outras capitais. A diretoria de desenvolvimento, recém-criada, passa a explorar projetos mais alinhados com objetivos de expansão, sem abrir mão do modelo de proprietariedade dos imóveis.
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