- A EDP Brasil anunciou reorganização societária para integrar no Brasil cem por cento da EDP Renováveis, consolidando geração e comercialização em uma única plataforma.
- O objetivo é simplificar a estrutura, ampliar sinergias e fortalecer a posição no mercado livre de energia, com portfólio único de geração hidrelétrica, eólica e solar.
- O CEO para a América do Sul, João Brito Martins, afirma que não há expectativa de crescimento de renováveis no Brasil nos próximos três ou quatro anos, mas a abertura do mercado livre pode melhorar a oferta aos clientes finais.
- A EDP Renováveis Brasil opera 1,8 GW de capacidade instalada (1,1 GW onshore e 0,7 GW de solar) e manterá a gestão integrada no Brasil com foco em geração hídrica, buscando agilidade, eficiência e gestão de risco.
- A transação envolve R$ 4,1 bilhões (enterprise value de €1,5 bilhão), a ser realizada por meio de aumento de capital, com conclusão prevista até o fim de 2026, sujeita a aprovações regulatórias.
A EDP Brasil anunciou, nesta terça-feira (19), que promoverá uma reorganização societária, incorporando integralmente a EDP Renováveis no Brasil. A medida visa concentrar todas as operações de geração e comercialização de energia em uma única estrutura, com o objetivo de simplificar processos, ampliar sinergias e fortalecer a posição no mercado livre.
O movimento envolve a operação brasileira da EDP Renováveis, que hoje soma 1,8 GW de capacidade instalada, sendo 1,1 GW em eólico onshore e 0,7 GW em solar de grande porte. A empresa menor, porém integrada, mantém o foco na integração de geração com a comercialização para melhorar ofertas aos clientes.
João Brito Martins, CEO da área América do Sul, afirma que não há expectativa de crescimento significativo em renováveis no Brasil nos próximos três a quatro anos. Ainda assim, aponta a abertura do mercado livre como uma oportunidade para ofertar um portfólio único com geração hídrica, eólica e solar.
Mercado livre e integração operacional
A reorganização, prevista para conclusão até o final de 2026, envolve um aumento de capital que, segundo o grupo, deve movimentar R$ 4,1 bilhões (valor correspondente a €1,5 bilhão). A operação está condicionada a aprovações regulatórias e demais condições usuais do processo.
O objetivo é criar uma plataforma integrada que reúna produção, gestão de energia e comercialização, promovendo maior agilidade decisória, eficiência operacional e gestão de riscos. A estratégia acompanha o ciclo de liberalização do setor no país, com a expectativa de expansão para pequenas e médias empresas.
Perspectivas e investimentos
O grupo aponta ainda oportunidades no Brasil em segmentos como distribuição. Além disso, a EDP Renováveis tem um caminho de maior foco em mercados desenvolvidos, como Estados Unidos e Europa, mantendo a gestão integrada no Brasil com a geração hídrica.
Em relação a baterias, o executivo cita avanços nos EUA, com cerca de 500 MW em operação, e um projeto de 60 MW no Chile que deve entrar em operação ainda neste ano. No Brasil, o interesse permanece, sujeito às condições de mercado.
A empresa concluiu, em 2023, o fechamento de capital da EDP Brasil, buscando maior flexibilidade na gestão financeira e operacional da subsidiária. A iniciativa de longo prazo reforça a aposta da EDP em um portfólio diversificado e resiliente.
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