- Flávio Bolsonaro (PL) intensifica hoje (19/5) e amanhã (20) agenda com aliados e investidores para conter crise após o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
- Hoje, às 11h, ele participa de reunião com a base aliada na sede do Partido Liberal, em Brasília, após dias de tensão na pré-campanha.
- A estratégia do PL é reaproximar o senador do empresariado e da Faria Lima diante da repercussão negativa do áudio que envolve recursos para o filme Dark Horse.
- No mercado, houve reação de cautela: dólar subiu frente ao real e o Ibovespa caiu, refletindo a incerteza política gerada pela crise.
- Internamente, há avaliação de que o episódio pode alterar alianças na direita, com hipóteses sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como plano B caso o desgaste aumente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensifica sua agenda hoje, 19 de maio, com reuniões em Brasília, e segue amanhã, 20 de maio, em encontros com aliados e investidores em São Paulo. O objetivo é conter a crise gerada pelo áudio em que o parlamentar cobra recursos para o financiamento do filme Dark Horse, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O material divulgado provocou desgaste junto ao mercado e ao empresariado que mantinha diálogo com o entorno de Flávio. A direção do PL busca reaproximar o parlamentar do setor privado e da Faria Lima para restaurar confiança e reduzir impactos políticos.
Antes de viajar, Flávio participa nesta terça-feira, às 11h, de uma reunião com a base aliada na sede nacional do Partido Liberal, no Brasil 21, em Brasília. O encontro foi articulado após tensões internas provocadas pela pré-campanha presidencial.
Mercado e impactos políticos
Operadores do mercado discutem os efeitos da crise sobre a corrida à Presidência em 2026. Reportagens recentes mostraram cautela de investidores diante do áudio envolvendo Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.
A divulgação das mensagens levou o dólar a subir frente ao real e o Ibovespa a recuar. Economistas associam o movimento à incerteza política provocada pela crise envolvendo o entorno do senador.
Parte do empresariado também avalia cenários dentro da direita para a disputa eleitoral. Fontes citadas pela reportagem indicam que, caso o desgaste aumente, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro poderia surgir como um plano B da legenda.
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