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G7 concorda em agir contra desequilíbrios econômicos

G7 concorda em enfrentar desequilíbrios econômicos e reabrir o Estreito de Ormuz, apoiando a Ucrânia, mas diverge sobre Irã e Rússia

Autoridades financeiras durante a 'foto de família' na reunião de finanças do G7 em Paris, França, na terça-feira, 19 de maio de 2026.
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  • Os ministros das Finanças do G7 concordaram com a necessidade de agir para enfrentar desequilíbrios econômicos globais, considerados insustentáveis.
  • Houve consenso sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e apoio à Ucrânia, mesmo com divergências entre os EUA e outros países sobre Irã e Rússia.
  • O tema também incluiu a diversificação do fornecimento de terras raras e minerais críticos, para reduzir vulnerabilidades nas cadeias de suprimento.
  • O ministro francês Roland Lescure pediu que o Fundo Monetário Internacional melhore o monitoramento e análise e que se ampliem investimentos domésticos.
  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou sobre a necessidade de mecanismos de proteção comercial diante de exportações chinesas, diante de tensões com aliados europeus.

Os ministros das Finanças do G7 se reuniram em Paris, nos dois primeiros dias, para discutir desequilíbrios econômicos globais e os impactos da guerra envolvendo o Irã. O grupo pediu ações para enfrentar a fragmentação da economia mundial, embora tenha apresentado poucas medidas concretas até o momento.

Eles também trataram da necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz e de manter o apoio à Ucrânia, enquanto permaneciam divergências entre os EUA e os demais membros sobre temas ligados ao Irã e à Rússia. A discussão ocorreu no contexto de volatilidade nos mercados de títulos globais.

Panorama econômico e energia

Segundo o ministro francês, Roland Lescure, o G7 debateu a diversificação de fornecimentos de terras raras e minerais críticos, além dos desequilíbrios que alimentam tensões comerciais. Ele citou como cenário provável uma China com alta demanda externa e os EUA com consumo elevado.

Lescure enfatizou a necessidade de monitoramento financeiro mais rigoroso e de planos domésticos para ampliar investimentos e produtividade. O tema dos superávits chineses foi citado, mas as discussões no G20, do qual a China participa, teriam produzido poucos avanços.

Comércio e medidas protegidas

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou sobre a necessidade de mecanismos de proteção comercial diante de exportações chinesas crescentes. Ele afirmou, após a reunião, que o alerta se confirmou.

Bessent também apontou a relevância de sanções financeiras contra o Irã, com integração de ações para coibir a “frota sombra” e a transferência de petróleo para navios não sancionados. O tema divide com os europeus a distância das políticas adotadas.

Ucrânia e Rússia

O comunicado conjunto do G7 reiterou o apoio firme à Ucrânia e a condenação à Rússia. Ao mesmo tempo, houve tensões internas sobre a renovação de flexibilizações para compra de petróleo russo por países vulneráveis em energia, com divergências entre Estados Unidos e aliados europeus.

O comissário europeu para Economia, Valdis Dombrovskis, reconheceu que nem todos os países estão 100% alinhados em todas as medidas. Ele destacou a necessidade de cooperação com parceiros que compartilham visão semelhante.

Minerais críticos e estratégias futuras

Os ministros sinalizaram que pretendem aprofundar a cooperação com parceiros que compartilham objetivos semelhantes na área de minerais críticos. O objetivo é reduzir a dependência da China e criar reservas estratégicas, além de estabelecer mecanismos de preços para evitar pressões excessivas sobre cadeias de suprimento.

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