- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a resposta desejada é juros mais restritivos, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
- Mesmo com dois cortes de 0,25 ponto percentual, a Selic ficou em 14,50% ao ano e permanece em patamar elevado.
- Galípolo disse que os indicadores de inflação estão bastante pressionados e que os núcleos de serviços continuam acima da meta.
- Segundo ele, o choque de oferta teve impacto relevante nas expectativas de inflação para 2028.
- A elevação do preço do petróleo acima de US$ 100, impulsionada pela guerra entre Estados Unidos e Irã ajudou a sustentar o debate sobre ciclos de política monetária.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou em audiência no Senado nesta terça-feira (19 mai 2026) que a instituição vê necessidade de juros mais restritivos. A declaração ocorreu durante a participação dele na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Segundo Galípolo, mesmo com dois cortes de 0,25 p.p. na Selic, que a levaram a 14,50% ao ano, o patamar ainda é elevado e exige cautela com o cenário inflacionário. O BC avalia inflação relativamente pressionada.
O presidente explicou que os núcleos de serviços seguem acima da meta, o que sustenta o debate sobre política monetária. Ele citou ainda que shocks de oferta impactaram as expectativas de inflação para 2028.
Contexto externo e impactos no mercado
A fala ocorre em meio a tensões internacionais: a guerra entre EUA e Irã elevou o preço do petróleo acima de US$ 100 o barril, com o estreito de Ormuz sob fechamento. A rota controla cerca de 20% da demanda global.
Com esse cenário, o mercado passou a precificar um ciclo de afrouxamento monetário mais curto no ambiente global, o que mantém pressão para decisões independentes de política interna. O BC busca equilíbrio entre crescimento e controle de inflação.
Desempenho recente e sinais para 2026
O BC tem acompanhado as projeções de inflação divulgadas pelo mercado e pelo Focus. A instituição sinaliza que a credibilidade de sua política depende de manter a inflação sob controle, diante de choques de oferta.
O debate na CAE reforça que a autoridade monetária continuará monitorando indicadores de preços, serviços e inflação de núcleo, ajustando a comunicação conforme a evolução do cenário econômico interno e externo.
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