- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou temer que a instituição seja “asfixiada” por não entrar no jogo político durante audiência no Senado.
- A declaração ocorreu na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em meio a críticas sobre o caso Banco Master e a tramitação da PEC que amplia a autonomia do BC.
- Galípolo defendeu que o BC deve resistir a pressões externas e evitar que decisões técnicas sejam contaminadas por interesses políticos.
- A PEC em discussão transforma o BC em empresa pública de natureza especial, assegurando independência administrativa, financeira e orçamentária, além da autonomia já prevista desde 2021.
- O presidente informou que o BC enfrenta defasagem de recursos e de pessoal, o que pode exigir prioridade de fiscalização e escolhas de atuação.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou nesta terça-feira que teme a asfixia da instituição por não participar do “jogo político”. A declaração ocorreu durante audiência na CAE do Senado, em meio a questionamentos sobre o caso Banco Master e a PEC que amplia a autonomia do BC.
Durante a sessão, o presidente respondeu a críticas de senadores, em especial de Renan Calheiros, sobre a condução do BC no processo envolvendo o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Galípolo ressaltou que o BC precisa resistir a pressões externas para manter decisões técnicas isentas de interesses políticos.
Autonomia do BC
O BC também foi tema na CCJ do Senado, que discute a PEC de autonomia. A proposta transforma o BC em empresa pública de natureza especial, assegurando independência administrativa, financeira e orçamentária, além da autonomia já prevista desde 2021. Defensores afirmam que a mudança fortalece a capacidade técnica e a supervisão do sistema financeiro.
O presidente do BC defendeu o fortalecimento institucional como essencial para estabilidade do sistema. Ele citou limitações orçamentárias que, segundo ele, já comprometem a fiscalização. Galípolo ressaltou defasagem de recursos e de pessoal com a qual a instituição trabalha atualmente.
“O cobertor é curto”, comentou, referindo-se ao orçamento. Com isso, o BC deverá priorizar áreas de fiscalização, exigindo gestão de risco para decidir o que cobre e o que deixa de cobrir diante da escassez de servidores.
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